Modernização da Linha do Norte em Vila Franca de Xira

A garantia foi dada nesta tarde durante sessão pública de esclarecimento no âmbito da Consulta Pública do Estudo de Impacto Ambiental do Projeto de Modernização da Linha do Norte no Trecho entre Alverca e Castanheira do Ribatejo, solicitada pela autarquia do distrito de Lisboa à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental começou em 19 de janeiro e termina em 27 de fevereiro. “Temos a certeza absoluta de que Vila Franca terá um espaço urbano melhor depois deste projeto do que agora. Queremos que este projeto seja positivo para Vila Franca de Xira”, disse o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes. A modernização da Linha do Norte no trecho entre Alverca e Castanheira do Ribatejo prevê a quadruplicação da via existente, a supressão de quatro passagens de nível e a construção de novas passagens desniveladas, no âmbito de um investimento enquadrado no Programa Nacional de Investimentos 2030. Também está prevista a criação de uma nova estação em Alhandra, com espaço intermodal e estacionamento, e uma nova estação em Vila Franca de Xira, incluindo interface rodoferroviário, requalificação urbana e parques de estacionamento. O plano inclui a reformulação da passagem superior rodoviária de Alhandra, a construção de uma nova passagem superior de pedestres ao lado do Jardim do Arroz e a manutenção das demais estruturas existentes. Em relação às desapropriações, o projeto abrange uma área total de 60,4 hectares, dos quais 19,7 hectares serão desapropriados. Cerca de 40,7 hectares (67,4%) estão localizados em Domínio Público Ferroviário (DPF). Segundo as informações apresentadas, a fase de construção deve se estender por cerca de cinco anos e meio, sendo assegurada a manutenção de duas faixas em operação durante todas as fases da obra. Os principais impactos negativos estão associados à fase de construção, nomeadamente circulação de maquinário, demolições, movimentação de terra e mudanças localizadas na paisagem e no uso do solo. Já na fase de operação, são apontados impactos positivos, como a melhoria das condições de serviço e segurança, o reforço da mobilidade de passageiros e mercadorias, benefícios para a componente social e saúde e a melhoria da qualidade ambiental, designadamente ao nível do ar e do ruído. À margem desta sessão, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS) manifestou-se satisfeito com os “aperfeiçoamentos” que foram feitos ao projeto e considerou que a intervenção prevista irá beneficiar o município. “A zona norte do concelho, nomeadamente Vila Franca de Xira e Alhandra, ficarão com um serviço ferroviário de acesso a Lisboa e Azambuja muito mais frequente. Vai melhorar a mobilidade da população”, apontou. No entanto, o prefeito admitiu que, apesar das melhorias introduzidas desde 2023, aspectos permanecem a serem afinados, como o cronograma e urgência da construção dos novos estacionamentos e a mitigação de transtornos durante a execução da obra. Fernando Paulo Ferreira disse que esse tema será motivo de uma reunião extraordinária que será realizada na próxima terça-feira. Leia Também: Circulação ferroviária está com “alguns condicionamentos”. Veja onde



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