SATA diz que incumprimento da reestruturação implica

SATA diz que incumprimento da reestruturação implica

Tiago Santos falava na Comissão Especializada Permanente de Economia, no âmbito da resolução do parlamento dos Açores sobre o processo de privatização da Azores Airlines (ramo da SATA que faz as ligações aéreas de e para fora do arquipélago) e do ‘handling’. O CEO da SATA respondia assim a uma pergunta sobre uma eventual decisão de não avançar para a privatização do ‘handling’ do grupo SATA. A iniciativa de se ouvir o CEO da SATA partiu do PSD, uma vez que o BE, autor da resolução sobre a audição do processo de privatização da Azores Airlines e do ‘handling’, contemplou apenas a audição da Comissão dos Trabalhadores e os sindicatos Sintac e Sitava. Tiago Santos considerou que a privatização do ‘handling’ da empresa “não é uma decisão tomada de ânimo leve”, mas sim um “compromisso da SATA e dos Governos da República e dos Açores perante a CE, como contrapartida para que o auxílio do Estado pudesse ser atribuído”, o que “salvou o grupo SATA em 2022”. Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma participação de controle (51%). O presidente do grupo SATA considerou que “seria bom para todos que não tivesse acontecido” a solução da privatização e reiterou que “insistir na tecla que foi uma decisão por livre iniciativa é errado”. Tiago Santos acrescentou que o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2023 do grupo SATA está “completamente alinhado” com o plano de reestruturação negociado com a CE, com uma diferença de 1 milhão de euros. No entanto, admitiu como “fato objetivo” que o ano de 2024 “deu errado”, diante da divergência do que estava previsto no plano de reestruturação. O responsável máximo pelo grupo açoriano ressalvou que foi o cumprimento das metas do plano de reestruturação que permitiu a prorrogação do prazo de privatização da Azores Airlines até 31 de dezembro de 2026, bem como do ‘handling’, por parte da CE. Tiago Santos também resguardou que a CE “está alinhada” com a decisão de, no processo de privatização da Azores Airlines, o passivo ficar do lado do grupo SATA, como já foi dito pelo presidente do Governo dos Açores. Em janeiro, a SATA anunciou que planeja formalizar em março a separação do ‘handling’ com a criação de uma nova empresa e iniciar o processo de privatização daquele serviço. “Esse processo constituiu, assim como a privatização da Azores Airlines, parte integrante do plano de reestruturação acordado, em 2022, com a Comissão Europeia, e sua implementação estava alinhada com o cronograma e as obrigações estabelecidas nesse contexto”, dizia o comunicado então divulgado. Em 5 de janeiro, a CE prorrogou os prazos para que as companhias aéreas SATA e TAP concluam a venda de ativos, condição para os auxílios à reestruturação concedidos pelo Governo. A Comissão aceitou o pedido de Portugal de prorrogação até 31 de dezembro de 2026 do prazo para a Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (SATA) vender os 51% da Azores Airlines, bem como para a autonomização (‘carve-out’) e venda de sua unidade de assistência em escala (‘ground handling’). Leia Também: É “extremamente perigoso” entregar a SATA a privados, diz Sitava

Publicar comentário