Agricultura: CNA promove concentração para defender produção

Em nota, a CNA cobra do Governo e dos demais órgãos de soberania a salvaguarda da agricultura e dos agricultores, diante das intempéries, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e ao acordo comercial Mercosul. Em relação às intempéries que têm afetado o país nas últimas semanas, a confederação disse que só na agricultura estima-se que os prejuízos ultrapassem os 1.000 milhões de euros, necessitando de uma resposta do Governo. “As medidas anunciadas até agora estão muito longe de responder às necessidades dos agricultores: as linhas de crédito não são solução, a ajuda simplificada fica em 10 mil euros e é limitada a parte do país; o restabelecimento do potencial produtivo será pago pelo PEPAC, programa já fortemente comprometido”, lê-se na informação divulgada. Dessa forma, a CNA entregará ao primeiro-ministro e à Comissão de Agricultura da Assembleia da República um conjunto de reclamações e propostas que de fato apoiem os agricultores em seus rendimentos e reposição da capacidade produtiva. Sobre a PAC, a entidade explicou que na situação atual um agricultor obtém rendimentos 40% menores que as demais atividades econômicas, por isso as propostas apresentadas pela Comissão Europeia não corrigem essa situação e podem agravá-la. Já em relação ao acordo comercial do Mercosul, assinado em dezembro pela Comissão Europeia, a CNA citou impactos negativos na produção nacional, notadamente nos setores de carne, frutas, cereais, leite ou mel. “Ao permitir a entrada em Portugal, e na UE, de milhares de toneladas de produtos sem tarifas, com menores custos de produção, provenientes de explorações de muito maior dimensão e sem estarem sujeitos ao cumprimento das mesmas regras sanitárias, ambientais e sociais, o acordo será mais um fator a pressionar para baixo os preços pagos à produção nacional e a degradar os rendimentos dos agricultores”, acrescentou a confederação. Nesse sentido, a CNA disse estar preocupada com as negociações em andamento para novos acordos comerciais, por isso pedem que os agricultores portugueses se façam ouvir e exijam do Governo a defesa da produção nacional. Leia Também: Air France-KLM diz que TAP pode ter lugar central na organização do grupo



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