Impacto do mau tempo no PIB deve ser sentido no 1º

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Segundo a Nota de Conjuntura divulgada hoje, “é provável que o impacto mais negativo seja sentido no 1.º trimestre, com recuperação no resto do ano, devido à esperada lentidão do investimento de recuperação, pela escassez de capacidade instalada”, indicou o Fórum.

A perda de produção será um dos principais efeitos, devido a destruição de potencial produtivo e a ausência de condições de produção, sendo que a zona centro, que foi mais afetada pelo mau tempo, representa 20% do PIB.
A depressão Kristin e o mau tempo que se tem verificado deverá ter três tipos diferentes de impactos sobre a economia: a destruição do ‘stock’ de capital, com estragos em infraestruturas, habitações e fábricas, a perda de produção e o investimento para repor as condições.
“Em termos de contas nacionais, o primeiro impacto não é contabilizado no PIB (seria incluindo num balanço contabilístico, que não é realizado regularmente), enquanto os restantes dois são, o segundo de forma negativa e o terceiro com contributo positivo”, lê-se.
Assim, “é provável que a despesa na reconstrução acabe por ser superior às perdas de produção e que, paradoxalmente, o impacto final sobre o PIB ainda se venha a revelar positivo, pelas regras da sua contabilidade”, admitiu o Fórum.
Além do PIB, deverão existir efeitos no emprego, nomeadamente com o ‘lay-off’ e o desvio para a reconstrução, bem como nas exportações, que serão imediatamente afetadas pela paragem da produção.
Já no que diz respeito às contas públicas, foram anunciados apoios de 2,5 mil milhões de euros, mas uma parte significativa deles sob a forma de empréstimos, “pelo que não corresponderão a despesa pública nem serão contabilizados no défice”.
Haverá também “margem orçamental para reafetar verbas de modo a que as metas orçamentais não sejam significativamente afetadas, além de o resultado de 2025 ter sido melhor do que o esperado, quer em termos de défice, quer em termos de dívida pública”, e a ajuda europeia também poderá cobrir parte dos gastos com estes apoios.
A economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025, segundo a estimativa rápida divulgada em janeiro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
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