FMI Recomenda Reforço da Governação Para Proteger Gestão do

FMI Recomenda Reforço da Governação Para Proteger Gestão do

advertisemen tO Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu que Moçambique deve reforçar as reformas de governança para salvaguardar a futura gestão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), apesar de considerar que sua arquitetura já está alinhada com as melhores práticas internacionais. Nas conclusões das consultas anuais à economia moçambicana, divulgadas em 19 de fevereiro, o FMI ressalta que “o fortalecimento das reformas de governança será fundamental para salvaguardar a integridade da estrutura do FSM e garantir o uso eficiente das receitas provenientes de recursos naturais.” O órgão lembra que a assinatura, em novembro de 2025, do acordo que dá ao Banco de Moçambique a gestão do fundo permitiu “completar o arcabouço legal” do mesmo, garantindo que as receitas sejam administradas em conformidade com a lei. Para o FMI, garantir transparência na gestão das receitas provenientes do Gás Natural Liquefeito (GNL), que capitalizarão o fundo, é determinante para assegurar uma administração responsável e independente. O relatório também afirma que a necessidade de suporte orçamentário foi previamente definida com vistas a gerenciar as receitas de forma eficiente, mitigando a volatilidade dos fluxos orçamentários. Nesse contexto, o FMI destaca a aprovação da Política de Investimentos do FSM, revisada em outubro de 2025, considerando tratar-se de “um passo importante para o fortalecimento da estrutura institucional.” “O fortalecimento das reformas de governança será fundamental para salvaguardar a integridade da estrutura do FSM e garantir o uso eficiente das receitas provenientes de recursos naturais.”FMI O Fundo Monetário Internacional afirma mesmo que o FSM está agora “totalmente operacional” e foi concebido em conformidade com as melhores práticas internacionais, com o objectivo de garantir uma utilização transparente, responsável e sustentável das receitas do gás natural, promovendo simultaneamente a equidade intergeracional e a sustentabilidade orçamental. Dados divulgados anteriormente indicam que o valor do Fundo Soberano cresceu quase 6% no primeiro mês de gestão pelo banco central, atingindo US$ 116,41 milhões, após uma nova entrada de capital. O governo havia repassado, em 10 de dezembro, R$ 109,97 milhões provenientes da exploração de gás, destinados à capitalização inicial do fundo. Segundo atualização do Banco de Moçambique, até 6 de janeiro, o valor de mercado do FSM estava em 116,41 milhões de dólares, depois de ter fechado dezembro em 110,18 milhões de dólares. A alta resultou essencialmente de uma nova injeção de capital de 6,159 milhões de dólares realizada pelo Governo. O Banco de Moçambique esclareceu anteriormente que o FSM constitui uma carteira de ativos financeiros gerida de acordo com os princípios e regras estabelecidos na lei, tendo sido criado para assegurar que as receitas da exploração de petróleo e gás contribuam para o desenvolvimento social e econômico do País. A criação do Fundo Soberano foi aprovada pelo Parlamento em 15 de dezembro de 2023, estabelecendo que o mecanismo será alimentado com 40% das receitas anuais da exploração de gás natural, que na década de 2040 devem chegar a 6 milhões de dólares por ano. Moçambique tem atualmente três megaprojetos aprovados para a operação das reservas de gás da bacia do Rovuma, entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado. Entre estes destaca-se o projeto liderado pela TotalEnergies, com capacidade de 13 milhões de toneladas anuais, em fase de retomada após suspensão devido a ataques terroristas na região, e o projeto da ExxonMobil, com capacidade de 18 milhões de toneladas anuais, que aguarda decisão final de investimento, ambos localizados na península de Afungi. A eles se soma o projeto da Área 4, liderado pela italiana Eni, que atua desde 2022 através da unidade flutuante Coral Sul e prepara o início da segunda unidade, Coral Norte, previsto para 2028. Texto: Felisberto Rucoa dvertisement

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