Angola, Moçambique e Timor entre países que mais aumentaram

Angola, Moçambique e Timor entre países que mais aumentaram

De acordo com o relatório “World Tourism Barometer”, entre janeiro e novembro de 2025, Angola registrou um aumento de 186% nas despesas com turismo internacional no exterior em comparação com os níveis pré-pandemia, enquanto Moçambique apresentou uma alta de 176% e Timor-Leste de 144%. Esses dados se referem aos gastos feitos por residentes desses países quando viajam para o exterior, incluindo despesas com transporte, hospedagem, alimentação, compras e outros serviços, refletindo o nível de consumo turístico dos cidadãos fora de seu país. Os três países aparecem na lista dos 20 mercados com melhor desempenho global entre janeiro e novembro de 2025, em relação a 2019, em termos de gastos turísticos, refletindo uma recuperação acelerada da demanda por viagens internacionais após a pandemia. Entre os países africanos, Angola e Moçambique se destacam ao lado da Namíbia, que lidera o ranking com um aumento de 261%, ilustrando uma forte expansão do turismo emissor no continente. Em nível global, o número de turistas internacionais aumentou 4% em 2025, atingindo cerca de 1,52 bilhão, confirmando a consolidação da recuperação do setor e o retorno à tendência de crescimento de longo prazo. As receitas do turismo internacional totalizaram cerca de 1,9 trilhões de dólares (1,76 trilhões de euros), enquanto as exportações totais do setor, incluindo transporte de passageiros, atingiram um recorde de 2,2 trilhões de dólares (2,03 trilhões de euros), de acordo com o mesmo relatório. Na África, o número de turistas internacionais subiu 8% em 2025, consolidando a recuperação do setor. Segundo a Organização Mundial do Turismo, essa evolução acompanha uma tendência global de forte crescimento dos gastos turísticos, impulsionada pela retomada econômica, aumento das conexões aéreas e levantamento das restrições que limitaram as viagens internacionais durante a pandemia. A OIT prevê que o crescimento continuará em 2026, com um aumento estimado entre 3% e 4% nas chegadas internacionais, sustentado pela demanda sólida e pelo fortalecimento das conexões aéreas. Leia Também: Patrimônio Mundial mudou Porto mas agravou riscos, dizem especialistas

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