A1? Brisa não pedirá “compensação ao Estado” e obra acaba

A1? Brisa não pedirá "compensação ao Estado" e obra acaba

O presidente da Comissão Executiva do Grupo Brisa, António Pires de Lima, garantiu, nesta quarta-feira, que a empresa não vai tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado por causa do desabamento na Rodovia 1 (a1), justificando que não é hora de penalizar os contribuintes. Além disso, confirmou que a obra será concluída amanhã. “Não iremos tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada na A1. Não queremos, nesta hora de calamidade e atendendo à materialidade, penalizar os contribuintes portugueses”, disse Pires de Lima, numa audição na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, na Assembleia da República. Segundo o responsável, as “perdas para a Brisa com esta situação são superiores a três milhões de euros” e acrescentou: “A Brisa não gere diques, ou canais de rega, nem projetos de aproveitamento hidráulico. E embora a Brisa não possa se pronunciar sobre a adoção de medidas em infraestruturas que são externas à sua concessão, não pode também assumir responsabilidades que não são suas”. Obra na A1 fica concluída na quinta-feira O presidente da Comissão Executiva do Grupo Brisa aproveitou ainda a ocasião para confirmar que a obra na A1 será concluída amanhã, depois de o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, ter adiantado que os trabalhos iriam terminar esta semana. “Na última segunda-feira, doze dias depois do evento, foi possível restabelecer com segurança a circulação condicionada do tráfego no sentido Sul-Norte. Hoje cumprem-se duas semanas do infeliz evento. Senhores deputados, estou em condições de confirmar aquilo que só a Brisa pode assegurar: daremos a obra como finalizada amanhã, quinta-feira, dia 26 de fevereiro”, afirmou. Pires de Lima disse que o grupo vai pedir “ao IMT que inicie o processo de verificação das condições de total segurança para a reabertura, nos dias seguintes, da circulação total na A1, sublanço Coimbra Sul- Coimbra Norte”. Miguel Pinto Luz disse nesta terça-feira que as obras na A1 serão concluídas até o final desta semana, quando a circulação na A1 foi restabelecida de forma condicionada. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 12:53 – 24/02/2026 O oficial explicou ainda que, “em poucos dias, mais de nove mil toneladas de material pétreo foram depositadas para impedir a erosão do aterro e proteger a área afetada”. “Todos os dias estiveram no local mais de70 trabalhadores e técnicos. Foram mobilizados mais de 50 meios – entre equipamento técnico e transporte –, e 35 camiões percorreram mais de 80 mil quilómetros para transporte das rochas que compuseram este enrocamento. Seguiram-se depois os trabalhos de estabilização da laje de transição e, finalmente, a reconstrução da plataforma no sentido Sul-Norte. 24 horas por dia, sete dias por semana”, explicou. Em 11 de fevereiro, recorde-se, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191. De acordo com a Brisa, até a conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Leia Também: Luís Neves é “um grande ministro da Administração Interna”

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