“Sou francamente favorável à manutenção da garantia pública

“Sou francamente favorável à manutenção da garantia pública aos jovens”, disse Miguel Maya, na coletiva de apresentação das contas de 2025 (lucros históricos de 1.018,6 milhões de euros) nas instalações do banco, em Oeiras. O gestor disse que a medida, que termina no fim deste ano, é útil para as pessoas jovens e que não agrava o risco do setor financeiro, ressaltando que o banco é muito rigoroso nos créditos que concede com garantia pública. Maya afirmou ainda que o BCP pediu ao governo o reforço de sua cota da garantia pública, mas não quis indicar o valor solicitado. Na garantia pública no crédito à habitação para jovens, cada banco tem uma quota que pode usar para atribuir empréstimos parcialmente garantidos pelo Estado, sendo a quota atribuída ao BCP de 185 milhões de euros. O gestor acrescentou ainda que, entre créditos contratados e em contratação, o crédito imobiliário concedido pelo banco com garantia pública é de 1.000 milhões de euros. Vários bancos vêm pedindo ao governo um reforço de sua cota da garantia pública para a compra de uma casa por jovens de até 35 anos. O Santander Totta anunciou, em janeiro, que pediu um reforço de 150 milhões de euros, que se soma à cota inicial de 259 milhões de euros. Também em janeiro, o governo anunciou que aprovou um reforço da garantia pública em 250 milhões de euros para a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e em 25,8 milhões de euros para o Banco CTT. A garantia pública para o crédito imobiliário para jovens de até 35 anos (inclusive) vale para contratos assinados até o fim de 2026 e permite que o Estado garanta, como fiador, até 15% do valor da transação. O governo definiu o valor máximo da garantia pública em R$ 1.200 milhão, sendo distribuída uma cota a cada banco, mas abriu a possibilidade de esse valor ser reforçado se os bancos o esgotarem e se pedirem esse reforço –algo que vem sendo verificado. Na prática, e combinando essa garantia com as regras para a concessão de crédito imobiliário, a medida permite que os jovens consigam obter 100% do valor da avaliação da casa, em vez dos 90% de limite que vigoram para a maioria dos clientes. Pode se beneficiar dessa garantia no crédito imobiliário quem tem entre 18 e 35 anos de idade (inclusive) e que está comprando a primeira casa própria permanente cujo valor não ultrapasse 450 mil euros. Os beneficiários não podem ser proprietários de prédio urbano ou fração de prédio urbano e não podem ter rendimentos superiores aos do oitavo escalão do IRS (cerca de 81 mil euros de rendimento anual tributável). Leia Também: BCP quer pagar acionistas até 90% dos lucros



Publicar comentário