TAP diz que “não fez mal nenhum” a ex-CEO. Vai contestar

TAP diz que "não fez mal nenhum" a ex-CEO. Vai contestar

Questionado sobre a disponibilidade da companhia para um acordo antes do início do julgamento, Luís Rodrigues começou por explicar que “a coisa não pode ser posta assim”, ao falar aos jornalistas à margem da apresentação do plano estratégico para 2026 na Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL). “O que a companhia aérea diz é o seguinte: A companhia aérea não fez mal nenhum à senhora engenheira Christine Ourmières-Widener. Então, ela não aceita que haja um processo contra a própria empresa e é contra isso que vamos continuar lutando”, declarou. Em entrevista recente, Christine Ourmières-Widener afirmou estar disponível para um acordo com a companhia aérea antes do julgamento, observando que nunca houve tal abertura por parte da empresa. Confrontado com essas declarações, o presidente executivo da TAP Air Portugal reiterou a posição da transportadora de que não reconhece fundamento ao processo. Christine Ourmières-Widener, contesta a exoneração, anunciada em março de 2023, pelo Governo, na sequência da indenização paga a Alexandra Reis. Três anos depois, em entrevista ao Observador, a ex-CEO alega ter sido usada como “escudo político”, mas admite chegar a um acordo. Sara Gouveia | 08:14 – 18/02/2026 Em questão está a ação movida por Christine Ourmières-Widener, que contesta a exoneração por justa causa anunciada em março de 2023 pelo Governo, na sequência do parecer da Inspeção-Geral de Finanças sobre a indenização de 500 mil euros paga a Alexandra Reis. A ex-gerente da TAP pede uma indenização de 5,9 milhões de euros, valor que é contestado pela companhia aérea. Os cálculos da ex-CEO incluem os valores que ela considera ter direito até o fim do contrato (em 2025) e prêmios de desempenho após levar a TAP a alcançar lucros em 2022 – o que não acontecia há cinco anos -, e ter antecipado em quase três anos as metas estabelecidas no plano de reestruturação acordado com Bruxelas. Além disso, inclui uma parcela por ter sido destituída sem o cumprimento do aviso prévio de 180 dias e por danos reputacionais. Já as contas da TAP, conhecidas na argumentação da defesa em janeiro de 2024, apontam a soma total de 432 mil euros. Leia Também: Relação confirma que processo de ex-CEO contra TAP fica na vara cível

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