Governo disponível para aumentar apoio à pesca caso se

“Estamos atentos. O Mar 2030 tem montantes limitados, mas existe alguma folga e, se se justificar, fruto da política de proximidade que existe, não teremos problema algum em abrir novamente (os avisos)”, assegurou o secretário de Estado das Pescas, Salvador Malheiro, à margem de uma visita à organização de investigação SINTEF, na Noruega. O Governo forneceu um apoio extraordinário para o setor pesqueiro de 3,5 milhões de euros antes do impacto do mau tempo, em particular, para mitigar o impacto da paralisação dos barcos. As inscrições se encerram nesta sexta-feira e, segundo o secretário de Estado da Pesca, já foram submetidas cerca de 700, com a expectativa de que a dotação seja esgotada. A ajuda é disponibilizada através do programa Mar 2030 a armadores de embarcações de pesca, que tiveram uma paragem de, pelo menos, 30 dias, contados, de forma seguida ou interpolada, desde 15 de novembro de 2025 a 20 de fevereiro do corrente ano. As embarcações devem registrar perdas de valor igual ou superior a 30% do volume de vendas em lotas nacionais, na comparação dos meses homólogos do ano anterior. Já para o setor de aquicultura, foi aberto um edital de 1,5 milhão de euros, que, como observou Salvador Malheiro, corresponde ao valor estimado de perdas. As inscrições estão abertas até 30 de abril e a taxa de apoio é de 60% para pequenas e médias empresas (PMEs) e 50% para aquelas que não se enquadram nessa categoria. Entre as ações elegíveis estão a requalificação de unidades de produção, de tanques naturais ou artificiais e de sistemas fechados de recirculação. “Cá estaremos para continuar a olhar para o setor com muita sensibilidade”, vincou o governante. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. A Lusa viajou para a Noruega a convite do Conselho Norueguês de Pesca (NSC) Leia Também: Pesca: “Haverá pagamentos ainda este mês” devido ao mau tempo


Publicar comentário