Peso das mulheres no total dos desempregados aumenta para

Com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a CGTP assinala, que, no ano passado “havia 180,2 mil mulheres desempregadas, tendo este número diminuído 2,4% face a 2024”. Contudo, de acordo com a análise da central sindical, o desemprego “desceu mais entre os homens”, pelo que “as mulheres viram o seu peso no total dos desempregados aumentar”, tendo sido de 53,5% em 2025. “A taxa de desemprego baixou de 6,8% para 6,5% entre as mulheres, mas continua a ser superior à dos homens (5,5%)”, indica ainda um estudo elaborado pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, para assinalar a semana da igualdade e o Dia Internacional da Mulher. Já a taxa de subutilização do trabalho nas mulheres era de 11,6%, também maior que a dos homens (8,9%). E “apesar do desemprego de longa duração ter diminuído em relação a 2024, mais de um terço das mulheres desempregadas (37%) estavam nessa situação em 2025, tendo seu peso reforçado no total de desempregados de longa duração, que agora é de 53%”, acrescenta a análise da central sindical liderada por Tiago Oliveira. Para a CGTP, a definição oficial de desemprego é “demasiado redutora para captar todo fenómeno do desemprego e do subemprego no nosso país”. Refere, por isso, que “a cobertura dos benefícios de desemprego é muito baixa, assim como o valor dos benefícios”. Segundo o estudo da CGTP, “apenas 44% das mulheres tem acesso a proteção social desemprego tendo em conta o conceito mais amplo de desemprego (inclui também as desempregadas desencorajadas e as inativas não disponíveis)”, sendo que o valor médio destas prestações “para o conjunto de homens e mulheres foi de apenas de 664 euros mensais, ou seja, abaixo do limiar da pobreza, cujo valor é de 723 euros”. Apesar de sublinhar que não dispõe de dados atualizados sobre os valores das prestações por sexo, a CGTP salienta, que, perante “o nível inferior de salários auferido pelas trabalhadoras, a média das suas prestações ainda estará mais abaixo do limiar de pobreza”. Por outro lado, a central sindical também aponta que mesmo após as transferências sociais a taxa de pobreza entre as mulheres desempregadas era de 42%, estimando que poderia aumentar para 64% na ausência dessas transferências. Este é o quinto e último estudo divulgado pela CGTP sobre a situação atual da mulher no trabalho, no âmbito da semana da igualdade, que visam diversas áreas que vão desde salários, precarização ou desemprego. A CGTP realiza a semana da igualdade entre 2 e 8 de março com o lema “A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição”, com iniciativas no país. O Dia Internacional da Mulher é comemorado em 08 de março. Leia Também: Uma em cinco mulheres estava em teletrabalho no fim de 2025



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