Combustíveis, inflação… Qual o impacto no bolso do ataque

A escalada das tensões no Oriente Médio, em particular após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã e suas repercussões, vai ter impacto nos preços do petróleo e até na inflação de uma maneira mais generalizada. Afinal, qual é o impacto que se espera? “O que se espera com o Estreito de Ormuz fechado é que tenhamos inflação, não apenas nos combustíveis, mas de forma generalizada. No curto prazo, incidindo nos combustíveis e em particular no diesel”, disse o economista João Rodrigues dos Santos, em declarações à TVI. O economista explica que se espera uma “disrupção muito grande nos circuitos de transporte desses recursos, que têm capacidade de impulsionar a inflação: estamos falando de petróleo e gás”. João Rodrigues dos Santos lembra que as agências financeiras já haviam alertado que o fechamento do Estreito de Ormuz poderia fazer os preços do petróleo dispararem, que é o que se vê já nesta segunda-feira. Barril de petróleo Brent dispara na abertura: Por quê? O ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã pode impactar o mercado de petróleo devido a uma potencial queda na oferta, pois o Irã tem uma produção significativa e também pode fechar o Estreito de Ormuz. O ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã pode impactar o mercado de petróleo devido a uma potencial queda na oferta, pois o Irã tem uma produção significativa e também pode fechar o Estreito de Ormuz. Lusa | 13:46 – 28/02/2026 Os preços do petróleo Brent disparavam 8% hoje, atingindo US$ 78,22 por barril, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã e suas repercussões no Oriente Médio. Segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 7h de hoje (6h em Lisboa), o preço do petróleo Brent subiu 8,03% para 78,22 dólares, seu nível mais alto desde junho. Durante as primeiras horas do dia, como reação inicial aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã no último fim de semana, o Brent chegou a atingir a máxima de US$ 82,37, alta de mais de 13%. Analistas explicam que, dadas as tensões no Oriente Médio, o foco está no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do tráfego global de petróleo bruto, em meio a temores de que o conflito possa causar uma interrupção no fornecimento. OPEP+ aumentará a produção: Será suficiente? Em resposta à guerra no Irã, a Arábia Saudita, a Rússia e seis outros membros da OPEP+ aumentaram no domingo suas participações na produção de petróleo em 206.000 barris por dia para o mês de abril, um volume maior do que o previsto. O Departamento de Transportes dos EUA emitiu uma recomendação no sábado aconselhando os navios comerciais a evitar navegar pelo estreito, pelo Golfo Pérsico, pelo Golfo de Omã e pelo Mar da Arábia. Enquanto isso, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, subiu mais de 8,42%, para US$ 71,62, nas negociações pré-mercado. Israel e Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irã no sábado, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases americanas na região e alvos israelenses. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a operação visava “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”. Leia Também: Combustíveis começam a semana mais caros: Saiba onde você pode economizar



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