Aumento do preço do petróleo “não é uma boa notícia”. Vêm aí

“É claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia”, disse Manuel Castro Almeida, acrescentando que “Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado. À margem de uma reunião em Faro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, o responsável governamental lembrou que 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, é “menos dependente do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal”. Para Manuel Castro Almeida, o executivo “estará sempre atento e a obrigação do Governo é estar atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e que as finanças públicas possam estar equilibradas”. Os preços do petróleo Brent aumentaram hoje, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã e suas repercussões no Oriente Médio. A suspensão do trânsito no Estreito de Ormuz – que separa o Irã, ao norte, dos Emirados e Omã, ao sul, a apenas 30 quilômetros de distância – terá impacto nos preços do petróleo, que poderão superar 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas. “Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado e o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há o que recear a esse respeito”, disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial. Castro Almeida afastou a possibilidade, neste momento, de haver uma revisão do orçamento provocada pelo impacto do mau tempo na economia e as consequências de um eventual aumento dos combustíveis. “Neste momento é muito cedo para tomar uma posição sobre isso. Se for necessário será feito, se não for necessário não será feito. Neste momento não há indicadores que permitam tomar uma decisão agora, mas ela mais tarde será reavaliada e mais tarde veremos se é ou não é necessário”, disse. A Comissão Europeia também já tinha garantido hoje não ter “preocupações imediatas” quanto à segurança do abastecimento energético à União Europeia (UE), apesar do impacto do conflito no Médio Oriente no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases americanas na região e alvos israelenses. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irã e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.



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