Petróleo? Portugal está excessivamente exposto à

OPEP+ anuncia aumento de produção em mais 206 mil barris por

“Essa dependência tem efeitos diretos sobre a inflação, o custo de vida e a competitividade da economia”, alertou a associação, em comunicado, contextualizando a posição com a alta dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio, agravado com a guerra no Irã. Para a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, o país deve “superar atrasos na infraestrutura de transporte público e carregamento de veículos”. A associação também propõe a consignação progressiva do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para apoiar uma mobilidade “mais sustentável”. Segundo a organização, em 2023, o setor de transportes representava cerca de 34% das emissões nacionais de gases de efeito estufa e continua dependendo “quase totalmente” de combustíveis fósseis importados. “Portugal importa todo o petróleo que consome, sendo o diesel o principal combustível usado no transporte rodoviário de mercadorias e passageiros. Sempre que o preço internacional do petróleo sobe, os impactos se espalham rapidamente por toda a economia, aumentando os custos de transporte de bens e serviços e pressionando a inflação”, diz o comunicado. Para a Zero, a melhor solução para enfrentar essas situações não é uma redução temporária de impostos, mas “a redução estrutural da dependência do petróleo”, por meio da eletrificação de veículos, principalmente os de uso intensivo, e do fortalecimento do transporte público. “É inadmissível não existirem planos sérios de melhoria da oferta em linhas da CP e da Fertagus nas Áreas Metropolitanas”, criticou, defendendo igualmente medidas para eletrificar veículos ligeiros e pesados ​​de mercadorias, táxis, TVDE, frotas de uso empresarial e bicicletas de uso partilhado. Na análise da Zero, a atual crise geopolítica demonstra que a transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas também econômica e social. “A resposta às crises energéticas recorrentes deve ser clara: menos petróleo, mais eletrificação e mais transporte público”, sustentou a associação. Leia Também: Irã raciona abastecimento de combustível após ataques

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