Petróleo continua a subir com guerra a ameaçar o

Petróleo? G7 cogita usar reservas, mas "ainda não chegamos

Por volta das 10h10 (horário de São Paulo), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 3,86%, para US$ 91,19. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, ganhou 4,58%, a US$ 87,27. As duas referências de petróleo bruto haviam subido mais de 5% alguns minutos antes. Os preços do petróleo subiram, com a guerra no Oriente Médio continuando a ameaçar o fornecimento, embora a perspectiva de um desbloqueio das reservas estratégicas de petróleo bruto da Agência Internacional de Energia (AIE) tenha acalmado um pouco os mercados. Pelo menos três navios (um porta-contêineres, um cargueiro e um graneleiro) foram atingidos no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). A agência marítima britânica UKMTO, que relata esses fatos, registrou 14 incidentes envolvendo navios desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Os chefes de Estado e de Governo do G7 se reúnem hoje à tarde por videoconferência para tentar “atenuar” as “consequências econômicas” dessa guerra e possivelmente decidir a questão do uso de reservas estratégicas de petróleo para contrariar a alta dos preços. No entanto, resta saber se “tal medida terá um impacto mais significativo do que simplesmente ganhar tempo para o mercado”, diz Fawad Razaqzada, analista da Forex.com. Cerca de 300 a 400 milhões de barris pertencentes a essas reservas, constituídas sob a égide da IEA, poderiam ser liberados, segundo informações da Bloomberg e do Financial Times. Juntamente com as declarações consideradas tranquilizadoras de Donald Trump na noite de segunda-feira sobre um rápido fim da guerra, essa perspectiva fez com que os preços caíssem fortemente na terça-feira. Contribuindo também para essa queda, uma mensagem do secretário da Energia dos EUA, publicada na terça-feira e posteriormente apagada, afirmava que a Marinha dos EUA havia escoltado um primeiro petroleiro para permitir que ele cruzasse o estreito de Ormuz. Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses. O Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases dos EUA e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia. Segundo autoridades iranianas, os ataques israelenses e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortes. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares dos EUA. Leia também: Afeganistão acusa Paquistão de matar três civis em novo ataque

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