Preços estão a subir: Taxa de inflação acelerou para 2,1% em

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 2,1% em fevereiro de 2026, taxa superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação de 1,9% (1,8% em janeiro). A variação do índice relativo aos produtos energéticos manteve-se em -2,2% e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 6,7% (5,8% no mês anterior).
A variação mensal do IPC foi 0,1% (-0,7% no mês precedente e -0,1% em fevereiro de 2025). A variação média dos últimos doze meses foi 2,3% (valor idêntico no mês anterior).
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 2,1% (1,9% no mês anterior), taxa superior em 0,2 p.p. ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em janeiro, esta diferença tinha sido idêntica).
Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 2,0% em fevereiro (1,9% em janeiro), taxa inferior à da área do Euro (estimada em 2,3%).
O IHPC registou uma variação mensal de 0,1% (-1,0% no mês anterior e -0,1% em fevereiro de 2025) e uma variação média dos últimos doze meses de 2,1% (valor idêntico no mês precedente).
BCE fará o que for “necessário” para manter a inflação “sob controlo”
A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que a instituição monetária fará tudo o que for “necessário” para que “a inflação esteja sob controlo” face à subida dos preços da energia, devido à guerra no Médio Oriente.
“Faremos tudo o que for necessário para que a inflação esteja sob controlo e para que os franceses, os europeus, não sofram aumentos da inflação do tipo daqueles que vimos nos anos de 2022 e 2023”, desencadeados pela guerra na Ucrânia, afirmou Christine Lagarde numa entrevista na France 2 e France Inter, ao mesmo tempo que sublinhou que a situação era “muito diferente”.
Questionada sobre um eventual aumento das taxas de juro no futuro, a presidente da instituição não respondeu, invocando a forte “incerteza” que persiste em relação à situação no Médio Oriente.
A próxima decisão de política monetária do BCE é esperada para 19 de março, no dia seguinte à reunião do comité de política monetária da Reserva Federal americana (Fed).
Lagarde também insistiu que a situação era “muito diferente de 2022”, aquando do início da guerra na Ucrânia, alegando que “a inflação está sob controlo” e “o crescimento é bastante resistente” na zona euro.
Além disso, as “ordens de grandeza em termos de aumento de preços” da energia não são os mesmos, em comparação com o disparo após a invasão russa da Ucrânia, sublinhou.
“Em contrapartida, o que é muito diferente é que temos um grau de incerteza e um grau de volatilidade absolutamente surpreendente, que não tem equivalente em 2022”, acrescentou.
Os preços do petróleo dispararam até quase 120 dólares na segunda-feira, subindo cerca de 30%, antes de moderarem fortemente a sua alta.
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