ADIN Mobiliza 2,3 MM$ Para Desenvolver o Norte e Criar 100

ADIN Mobiliza 2,3 MM$ Para Desenvolver o Norte e Criar 100

advertisemen tA Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) está implementando um conjunto de projetos econômicos estruturantes destinados a acelerar o desenvolvimento da região Norte de Moçambique, promover a coesão social e criar até 100 mil empregos até 2029. A estratégia foi apresentada por Francisco Magaia, chefe do escritório da ADIN em Pemba, província de Cabo Delgado, em entrevista à AIM, na qual destacou investimentos estimados em mais de 2,3 bilhões de dólares destinados a dinamizar a economia da região. Segundo o responsável, a intervenção em Cabo Delgado segue uma abordagem integrada baseada em três pilares fundamentais: assistência humanitária, estabilização e desenvolvimento econômico. Essa estratégia vem como uma resposta ao impacto da insurgência armada que afeta a província desde 2017. “A questão de implementação na província de Cabo Delgado tem três objetivos essenciais: primeiro, assistência humanitária; segundo, construção da paz e estabilização; e, em terceiro lugar, desenvolvimento. Essa tem sido a abordagem principal”, explicou. No centro dessa estratégia está o Programa de Desenvolvimento Integrado do Norte (PREDIN), considerado o maior programa atualmente em execução na região. “O volume de investimentos gira em torno de US$ 2,3 bilhões. Os recursos vêm principalmente de parceiros internacionais, com destaque para o Banco Mundial”, disse Magaia. Segundo o diretor, até o final de 2025, o nível de execução do programa estava em cerca de 30%, e agora é prioridade acelerar a implementação das iniciativas. Para reforçar a coordenação e monitoria, a ADIN lançou o Sistema de Gestão de Projetos do Norte (SGPN). “O mais importante agora é acelerar a implementação desses projetos. O sistema permite que você tenha maior controle sobre quais parceiros têm atrasos e quais medidas devem ser tomadas para garantir a conclusão das iniciativas”, explicou. A estratégia também inclui mecanismos de financiamento direto ao setor privado por meio do programa Conecta Negócios e de um Fundo Catalítico de recuperação empresarial, destinado a conceder subvenções para apoiar pequenas e médias empresas afetadas pela crise. Segundo Magaia, 23 empresas em Cabo Delgado começaram recentemente a receber financiamento inicial entre um e três milhões de meticais, correspondente a 50% do apoio total previsto para cada beneficiário. “Assim que demonstrarem ter aplicado a primeira parte do financiamento, receberão a segunda parcela”, explicou. O volume de investimentos gira em torno de R$ 2,3 bilhões. Os recursos vêm principalmente de parceiros internacionais, com destaque para o Banco MundialFrancisco Magaia Paralelamente à recuperação empresarial, a ADIN aposta na criação de parques industriais como motores de crescimento regional. Nesse contexto, o Governo identificou nove parques industriais na província de Cabo Delgado, concebidos como polos de desenvolvimento ligados a grandes projetos extrativos e energéticos. Entre os investimentos estruturantes destacam-se os projetos de exploração de gás na península de Afungi, a mineração de rubis em Montepuez e a exploração de grafite em Balama e Ancuabe. Esses projetos-âncora devem estimular cadeias de suprimentos locais e criar oportunidades para pequenas e médias empresas. “A ideia é desenvolver parques industriais de fornecedores locais e externos em torno desses projetos-âncora, fomentando empregos para os jovens”, disse. Entre as iniciativas complementares destaca-se o programa Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconômico, Paz e Segurança, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, com um orçamento de cerca de 17 milhões de dólares. O projeto prevê a criação de 24 mil empregos diretos, dos quais 60% destinados a jovens e 50% reservados para mulheres, beneficiando aproximadamente 100 mil pessoas.advertisement

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