“Respeito pelos direitos”: Hoje há manifestação da Função

"Respeito pelos direitos": Hoje há manifestação da Função

Nesta sexta-feira, haverá uma manifestação da Função Pública, em Lisboa, para exigir respeito aos direitos dos trabalhadores. A concentração contará com a presença do Coordenador da Frente Comum e do Secretário Geral da CGTP-IN, segundo nota de imprensa enviada às redações. “No próximo dia 13 de março, às 11h, em Lisboa, dirigentes, delegados e ativistas sindicais participarão de uma jornada de luta com concentração na Praça da Figueira e deslocamento até o Ministério das Finanças, exigindo o respeito aos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, em defesa dos serviços públicos”, pode ler-se no comunicado. É ainda referido que, “num momento de aumento histórico do preço dos combustíveis e do gás, atingindo valores nunca registados, de aumento dos preços muito acima da inflação e da mísera atualização salarial anual, os bancos registam lucros recorde, como foi o caso do BCP, que registou um lucro de 1.018,6 milhões de euros em 2025, numa subida de 12,4% % face ao ano anterior – o resultado mais elevado da história da instituição financeira, o Governo continua a não dar resposta às justas reivindicações dos trabalhadores”. Nesta senda, “face à exigência feita pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública de início urgente de processo de negociação com vista ao aumento intercalar imediato dos salários e perante o silencio do Governo, os trabalhadores saem à rua e exigem no imediato”: O aumento intercalar de todos os salários e pensões; A atribuição do vínculo de nomeação definitiva; A valorização de todas as carreiras e profissões; A revogação do SIADAP e sua substituição por um sistema que realmente valorize os trabalhadores; O fortalecimento dos serviços públicos e das funções sociais do Estado. CGTP pede reunião urgente ao Presidente da República sobre pacote laboral De recordar que a CGTP pediu uma reunião urgente com o Presidente da República, António José Seguro, tendo em vista manifestar “a sua profunda preocupação” com o pacote laboral, anunciou a central sindical. Em comunicado, a CGTP diz ainda que no encontro “pretende apresentar a sua apreciação crítica sobre a situação atual e alertar para o desrespeito do Governo aos direitos constitucionais, reiterando a exigência da retirada do Pacote Laboral e a abertura de um processo negocial sério, que inclua todas as vozes do mundo do trabalho”, adianta. Essa posição surge no dia em que o primeiro-ministro anunciou que o governo se reunirá no início da próxima semana com parceiros sociais sobre a lei trabalhista, dizendo que “não quer eternizar discussão”, mas “esgotar todas as possibilidades de aproximação”. A central sindical liderada por Tiago Oliveira reitera que as propostas contidas no anteprojeto de reforma da legislação trabalhista apresentado pelo executivo “representam um ataque frontal aos direitos dos trabalhadores” e “precarizam ainda mais as relações de trabalho”, agravando “as desigualdades sociais em Portugal”. O Governo tem tido várias reuniões técnicas com as confederações empresariais e a UGT para negociar as alterações à lei laboral, e a CGTP, que tem assento na Concertação Social, não tem sido convidada. Leia Também: Reforma trabalhista? “Governo está fazendo birra autêntica”, acusa CGTP

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