Produtores de petróleo perdem 13.080 milhões desde início da

Estima-se que cerca de 1.200 milhões de dólares em petróleo, produtos refinados e gás natural liquefeito passem diariamente pelo Estreito de Ormuz, de acordo com os preços e volumes médios do ano passado. Este estreito é a rota de exportação de petróleo mais importante do mundo, pois liga os maiores produtores do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, o tráfego através desta rota marítima foi praticamente paralisado devido aos ataques iranianos a navios e ao aviso do regime de Teerã de que o manterá bloqueado. A Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo, foi o país mais prejudicado pela crise, já que se estima que o país tenha perdido 4.500 milhões de dólares desde o início da guerra, embora tenha previsto compensar essas perdas com um aumento em suas exportações dos portos do Mar Vermelho (no oeste do país) nos próximos dias, disse o estudo. O diretor econômico da empresa de análise Wood Mackenzie, Peter Martin, indicou ao jornal britânico, que o Iraque é outro dos grandes prejudicados, porque depende da produção de petróleo para 90% de suas receitas governamentais. “O Kuwait e o Qatar também estão muito expostos, mas ambos podem recorrer a grandes fundos soberanos para amortecer o impacto de curto prazo”, acrescentou. Segundo a Kpler, outra empresa de análise, pelo menos 10.700 milhões de dólares em cargas de petróleo bruto e produtos refinados permanecem retidos nas proximidades de Ormuz, carregados, mas incapazes de chegar aos seus destinos. Algumas das cargas já haviam sido vendidas sob contratos de longo prazo antes do conflito armado, o que significa que ainda poderão gerar receita, dependendo do prazo de pagamento, que costuma ser de 15 a 30 dias após o carregamento, segundo a empresa de análise. O estudo, divulgado pelo FT, acrescentou que a Arábia Saudita armazena petróleo em instalações no exterior, de modo que poderá continuar a abastecer os clientes por algum tempo, beneficiando-se simultaneamente de preços mais altos que podem compensar parcialmente a perda de receita de exportação. A guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irã no último dia 28 de fevereiro provocou um forte aumento nos preços do petróleo, que giram em torno de US$ 100 por barril. Na segunda-feira, o petróleo chegou a ser cotado a US$ 119,50 o barril, embora nos dias seguintes tenha caído, mas permanece sujeito a fortes flutuações. Leia Também: Governo está “olhando com atenção” a evolução dos preços



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