Governo garante mecanismos para proteger consumidores se gás

“Se chegarmos a um aumento do gás que corresponda a cerca de 70%, nem precisamos de nova legislação europeia, os Estados-membros podem atuar, e podem atuar no sentido de ajudar os consumidores e as empresas”, disse Maria da Graça Carvalho à margem de uma visita à Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria. Segundo a ministra, há “vários instrumentos preparados para atuar”. “Trabalhei muito nessa legislação europeia, porque estava no Parlamento Europeu quando foi a crise da Ucrânia, e um dos meus trabalhos foi exatamente preparar o regulamento do gás, o regulamento da eletricidade, o desenho do mercado elétrico europeu para crises, definir os critérios de uma crise energética”, acrescentou a governante. Para Maria da Graça Carvalho, a “maior dificuldade e fragilidade é exatamente o preço do gás”, combustível “essencial para alguns setores industriais”. “Aqui nessa área é importantíssimo, pois temos vidro e cerâmica, dois setores que realmente precisam de gás para seu funcionamento”, disse a governadora. A ministra acrescentou que “haverá a possibilidade, quando se decretar emergência energética, de o Estado-membro, se assim decidir, e em consonância com a Comissão Europeia, atuar nesse sentido, sem necessidade de autorização da Direção-Geral da Concorrência, nem de nova legislação europeia, nem nacional”. Maria da Graça Carvalho ressaltou ainda que o “gás também tem influência no preço da energia elétrica”, por isso “também quando a emergência energética for decretada, há possibilidades de limitar essa interferência do preço do gás no preço da energia elétrica”. Reforçando que o Governo está preparado para os vários cenários, a ministra considerou que “esta é uma semana importante”, uma vez que “começa com o Conselho Energia e o Conselho Ambiente” e “no fim da semana há o Conselho Europeu em que vai o senhor primeiro-ministro”, onde estes assuntos serão discutidos. Esperando que a “emergência energética não chegue”, a governante observou que “se a guerra não parar” será preciso “atuar com certeza”. Sobre a energia nuclear, Maria da Graça Carvalho considerou que com o potencial que Portugal tem em relação às energias renováveis, “não faz sentido”. “A energia nuclear é muito importante para alguns dos países. Por exemplo, França tem nuclear, tem condições boas para o ter e não tem grandes riscos sísmicos. Nós, neste momento, não temos capacidade de o fazer, nem dimensão que o exija”, afirmou, insistindo que esta energia é procurada, sobretudo, por países “com alguma dimensão, sem instabilidade sísmica e que tenham pouco potencial de renováveis”. Para Maria da Graça Carvalho, a prioridade de Portugal são as energias renováveis, porque “são competitivas” e representam a “independência energética” do país. “Elas são muito mais baratas do que qualquer outro tipo de energia. Nos dois primeiros meses deste ano, tivemos 83% de eletricidade de origem renovável e queremos ir além. Queremos continuar eletrificando os transportes e os prédios”, finalizou. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”. Em resposta, o Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases dos EUA e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia. (Notícia atualizada às 15h04) Leia também: 10 maneiras de reutilizar seus lençóis velhos e dar-lhes uma nova vida



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