Empresa inaugurada semanas antes de tempestades tem prejuízo

Empresa inaugurada semanas antes de tempestades tem prejuízo

“É mais do que 500 mil euros, estará muito à beira de 600 mil euros”, disse Nelson Rodrigues, gerente da empresa que se dedica à fabricação e comércio de perfis de plástico. Segundo o empresário, os maiores danos foram registrados nas dependências da empresa, que havia aberto a unidade cerca de 15 dias antes da passagem da depressão Kristin, em 28 de janeiro. “Caiu uma parte do galpão, levou o telhado, afetou os escritórios. Chovia aqui como na rua”, lembrou, ressaltando também os danos em materiais que tiveram de voltar a ser produzidos. A empresa, com 12 funcionários, ficou “cinco dias completamente” parada, tendo retomado aos poucos a atividade, só restabelecida 100% “há uma semana, duas no máximo”. Nelson Rodrigues admitiu que o impacto no faturamento “não foi muito grande”, estimando perdas de “20 ou 30 mil euros”. A empresa já avançou com trabalhos para recuperar a unidade, considerando “preferível não fazer já as obras todas, pôr só o telhado e as paredes, e o resto ir-se fazendo com o tempo”, uma vez que “não vai dar para fazer as obras todas ao mesmo tempo e pagar tudo”, justificou. “Até agora, recebemos uma parte do seguro. O outro tipo de apoio, zero”, disse. Questionado sobre o que vislumbra em termos de apoio, Nelson Rodrigues disse achar que o seguro “pode ​​pagar boa parte” para ressarcir a empresa de alguns prejuízos. Quanto a outro tipo de ajudas referiu que ainda não percebeu onde é que estão. “Fala-se em 0,5 (%) de juros para as pessoas afetadas, mas isso, mais o spread, e mais alguma coisa, dá algo em torno de 3,5 ou 3,3%. Para quem já está com problemas, talvez aumente os problemas”, observou. Na opinião do empresário, o caminho poderia passar pela “retirada de impostos por algum tempo” e “os bancos não cobrarem o spread e isso ser por conta do Governo para poder ajudar as empresas”. Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também deixaram várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais da metade das mortes foram registradas em trabalhos de recuperação. Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. Leia Também: PSD de Leiria acusa presidente da câmara de “aproveitamento político”

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