“Governo não vai lucrar, não vai tirar vantagens fiscais da

"Nível de vida em Portugal avançou no sentido da média

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garantiu nesta sexta-feira que o governo vai manter os descontos sobre os combustíveis, a fim de tentar frear os preços, que devem voltar a disparar na próxima semana. “Com o aumento do (preço do) petróleo, a gasolina e o gasóleo teriam de ficar mais caros e o Governo iria receber mais dinheiro de IVA. O que o Governo fez foi prescindir desse acréscimo da receita, como que a dizer que o Governo não vai lucrar, não vai tirar vantagens fiscais da guerra. Portanto, aquilo que seria o imposto que as pessoas iam pagar a mais é devolvido no ISP para baixar o preço da gasolina e do gasóleo”, disse Castro Almeida, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP Notícias. A ideia, explicou, “é que todo valor que é pago acima de 10 centavos quando a gasolina e o diesel aumentam mais que 10 centavos, esse diferencial, a parte do IVA, é devolvido aos consumidores através do ISP”. Esses 10 centavos, deve-se notar, não são semanais, mas em comparação com os preços antes da guerra. Tanto o diesel quanto a gasolina devem encarecer cerca de 10 centavos no início da próxima semana, de acordo com previsões divulgadas nesta sexta-feira, que levam em conta as cotações do Brent até o fechamento de quinta-feira. Beatriz Vasconcelos | 09:59 – 13/03/2026 Cesta básica no máximo? Governo pode avaliar medidas Questionado sobre o fato de o cabaz alimentar estar em máximos, o ministro da Economia disse que o Governo poderá avaliar caso a situação se revele estrutural: “O Governo está a todos os dias a olhar com atenção para os preços dos diversos produtos, da gasolina e dos derivados do petróleo, e não só. E estamos sempre a ponderar medidas e a preparar medidas que possam vir a ser tomadas caso estas alterações tenham uma natureza estrutural. Se estas alterações perdurarem no tempo, se perdurarem por mais de quatro, cinco semanas, transformam-se em um problema estrutural que pode precisar de uma intervenção do Estado”, disse Castro Almeida. Porém, “até lá, nós neste momento ainda não decidimos tomar novas medidas além da que já foi tomada, porque depende de como vai ser a evolução. Se a guerra acabar rapidamente, não haverá nenhum problema estrutural. Se a guerra se prolongar, aí justifica-se uma intervenção do Governo”. Turismo português pode se beneficiar dos efeitos da guerra? O ministro da Economia indicou ainda que “é previsível que haja um acréscimo de procura” no turismo português devido às tensões no Médio Oriente, que acabam por fazer um desvio de rotas para o sul da Europa. Aliás, o governante confirma que esse aumento da procura por aqui “já começa a ser sentido por causa do efeito da guerra”. “Há aumento de reservas em nossas instalações. Em todo o país”, ressaltou. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) estimou um impacto grave no setor de viagens e turismo do conflito no Oriente Médio, com perdas de 600 milhões de dólares por dia (cerca de 517 milhões de euros). Lusa | 11:20 – 11/03/2026 (Notícia atualizada às 11h20) Leia Também: Confirma-se, combustíveis voltam a disparar 2.ª-feira. Veja quanto

Publicar comentário