Cabaz alimentar? Prepare a carteira: “É possível que possa

O aviso é da DECO PROteste: o preço da cesta básica atingiu, na última semana, o maior valor de todos os tempos e é possível que os aumentos não parem por aí. “Embora os preços dos alimentos estejam em rota ascendente desde o início do ano, é possível que eles possam subir ainda mais nos próximos meses”. A culpa? O conflito no Oriente Médio, depois do trem de tempestades, explica a organização de defesa do consumidor: “A guerra no Oriente Médio já causou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, e os impactos podem começar a ser sentidos nas cadeias de suprimentos, assim como aconteceu com a crise energética causada pelo início da guerra na Ucrânia”. “Ao impacto das altas de preços nos combustíveis, poderão ainda somar-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no país, cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor, assim como uma alta nos preços dos fertilizantes usados na agricultura”, explica a DECO PROteste. Aliás, é importante sublinhar que “alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas, e de matérias-primas para fertilizantes, estão localizados no Oriente Médio”. “Com grande parte dessas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz, se o conflito na região se prolongar, os preços desses produtos podem vir a aumentar significativamente, o que resultará em bens alimentares mais caros”, pode ler-se no site da organização de defesa do consumidor. A cesta básica monitorada pela DECO PROteste chegou a 254,12 euros, 12,30 euros a mais (5,09%) a mais que na primeira semana deste ano e 66,42 euros a mais (35,39% a mais) em relação à primeira semana de 2022. Notícias ao Minuto | 12:29 – 12/03/2026 Como está a taxa de inflação? A variação anual do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de 2,1% em fevereiro de 2026, taxa superior em 0,2 ponto percentual (pp) à observada no mês anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), nesta quarta-feira. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo alimentos in natura e energia) registrou variação de 1,9% (1,8% em janeiro). A variação do índice relativo a produtos energéticos permaneceu em -2,2% e o índice referente a produtos alimentícios não processados registrou variação de 6,7% (5,8% no mês anterior). A variação mensal do IPC foi de 0,1% (-0,7% no mês precedente e -0,1% em fevereiro de 2025). A variação média dos últimos doze meses foi de 2,3% (valor idêntico no mês anterior). O Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) português apresentou variação anual de 2,1% (1,9% no mês anterior), taxa superior em 0,2 pp ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em janeiro, essa diferença havia sido idêntica). Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu variação anual de 2,0% em fevereiro (1,9% em janeiro), taxa inferior à da área do Euro (estimada em 2,3%). O IHPC registrou variação mensal de 0,1% (-1,0% no mês anterior e -0,1% em fevereiro de 2025) e variação média dos últimos doze meses de 2,1% (valor idêntico no mês precedente). A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que a instituição monetária fará tudo o que for “necessário” para que “a inflação esteja sob controle” diante da alta dos preços da energia, devido à guerra no Oriente Médio. Leia Também: Preços na OCDE estão quase 36% acima dos níveis pré-Covid



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