Cotação do Brent para entrega em maio sobe 3,20% para 103,42

O retorno à alta do valor do barril segue a perda de força da ideia de Donald Trump de formar uma coalizão de países para escoltar petroleiros durante sua passagem pelo Estreito de Ormuz, para evitar que sejam atacados. Ao fim da sessão no Intercontinental Exchange, o Brent recuperou o que perdeu na véspera, quando fechou a US$ 100,21, inclusive diante da perspectiva de prorrogação dos ataques israelo-americanos ao Irã. Trump admitiu hoje que os Estados membros da Otan não vão integrar essa coalizão, o que o levou a dizer que “também não são precisos”, mas não esclareceu se outros Estados manifestaram a vontade de integrá-la. Para mais, hoje de manhã, essa ideia recebeu outro banho de água fria, quando o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), que regula o tráfego comercial marítimo, Arsénio Dominguez, mostrou-se cético sobre sua eficácia. As escoltas “reduzem o risco, mas isso persiste”, disse ele ao Financial Times, detalhando que parte importante do problema está na geografia do Estreito, já que, apesar de ter 33 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, a largura combinada dos canais de navegação de águas profundas para o tráfego em cada direção é de apenas quatro quilômetros. Justamente, a OMI convocou para quarta-feira, na sua sede londrina, uma sessão extraordinária para discutir a disrupção ciada pelo fechamento ‘de fato’ do Estreito de Ormuz, pelo qual transita um quinto do petróleo mundial e uma porcentagem maior de gás, além de fertilizantes necessários para o setor agrícola mundial. Leia Também: Preço do petróleo Brent abre em alta e se aproxima de US$ 105/barril



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