Lucro da Jerónimo Martins sobe 8% em 2025 para 646 milhões

Em 2025, as vendas consolidadas subiram 7,6% (+6,7% a taxas de câmbio constantes), para 35.991 milhões de euros. “Este crescimento robusto das vendas, aliado ao reforço da disciplina de custos, da eficiência operacional e das medidas de produtividade, permitiu proteger as margens em relação à forte pressão competitiva, aumento dos custos com remunerações, e outras fontes de inflação de custos”, refere a Jerónimo Martins, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (EBITDA) totalizou 2.480 milhões de euros, uma alta de 11,1% em relação ao ano passado. Em 2025, “o grupo investiu mais de 360 milhões de euros em medidas de reconhecimento a funcionários”, diz. Na Polônia, a Biedronka registrou um crescimento de vendas de 5,9% (em moeda local), com um LFL (‘like-for-like’, ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise) de 1,9%. “No ano em que comemorou seu 30º aniversário, a Biedronka ultrapassou, assim, 25 bilhões de euros em vendas, 7,5% a mais que em 2024, e reforçou, mais uma vez, sua participação de mercado”. O EBITDA aumentou 9,8% (+8,1% em moeda local). “A Biedronka executou o plano de expansão conforme planejado e inaugurou 181 novas lojas no ano (152 adições líquidas), tendo remodelado 200 locais”, diz o grupo, acrescentando que “a operação de comércio eletrônico com entregas ultrarrápidas (Q-commerce), que opera sob a marca Biek, fechou o ano com 28 micro ‘fulfilment centres’, dos quais 5 abertos em 2025”. Também no ano passado, começaram os investimentos em dois novos centros de distribuição na Polônia, sendo um deles automatizado e com abertura prevista para 2027. Já a polonesa Hebe, que tem atuação na área de saúde e bem-estar, ela operou, “ao longo de todo o ano, em um contexto marcado por intensa e crescente concorrência de preços, que levou a bandeira a registrar deflação na cesta”. A bandeira registrou um aumento nas vendas em 5,7% (em moeda local), com o LFL em 1,0%. “Em euros, as vendas atingiram 626 milhões, 7,4% acima de 2024” e o EBITDA cresceu 9,7% (+8,0% em moeda local). A Hebe “registrou 16 aberturas de lojas no mercado polonês (11 adições líquidas), além da abertura de mais duas lojas na República Tcheca”. Em Portugal, o Pingo Doce “manteve, ao longo de todo o ano, a intensidade das suas reconhecidas ações comerciais e avançou no plano de investimento que prioriza a conversão das lojas para o conceito All About Food, reforçando a sua diferenciação na oferta de frescos e de soluções de comida pronta”. As vendas do Pingo Doce subiram 5,3% para 5,3 bilhões de euros, e um LFL de 4,0% (excluindo combustível). Já o EBITDA aumentou 8,5%, com a respectiva margem subindo para 6,0% (5,8% em 2024), “impulsionada pelo crescimento das vendas e por iniciativas para aumentar a produtividade e neutralizar a pressão de custos”. Em 2025, “52 lojas foram remodeladas e 9 novas localizações (8 adições líquidas) foram abertas”. Em relação ao Recheio, este registrou “um bom desempenho de vendas, com a contribuição sólida do canal HoReCa (Hotéis, Restaurantes e Cafés)”. No canal tradicional, destaque para “a expansão da rede de lojas da parceria Amanhecer que, no ano, atingiu 758 locais, 52 a mais que no ano anterior”. As vendas subiram 3,0%, para 1,4 bilhão de euros, com um LFL de 3,0%, e o EBITDA aumentou 4,6%. “No que se refere ao plano de investimento, o Recheio focou-se na remodelação da loja de Évora – com especial atenção dedicada às novas soluções implementadas na área de frescos – e na construção de uma nova loja em Lisboa, inaugurada já no início de 2026”. Na Colômbia, as vendas da rede de supermercados Ara, em moeda local, subiram 17,4%, com LFL de 5,8%. “Em euros, as vendas somaram 3,2 bilhões, 13,3% acima de 2024”. Segundo o grupo, “o desempenho foi essencialmente apoiado no crescimento dos volumes, já que a bandeira operou com baixa inflação na cesta (e sempre inferior à inflação de alimentos do país) ao longo de todo o ano”, e o EBITDA aumentou 37,6% em relação a 2024 (+42,7% em moeda local). A Ara “executou com sucesso seu programa de expansão, fechando o ano com um parque de 1.653 locais, para o qual contribuíram as 225 aberturas (215 adições líquidas) que incluem as lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio”. (Notícia atualizada às 19h23) Leia também: Lucros caem e Bentley pode ter que cortar 275 empregos



Publicar comentário