CGTP convoca manifestação nacional para dia 17 de abril em

A CGTP, reunida em Conselho Nacional, convocou, esta quarta-feira, uma “Manifestação Nacional para o próximo dia 17 de Abril, em Lisboa”, pelo “aumento geral e significativo dos salários e pensões, contra o aumento do custo de vida, pela garantia de direitos, pela defesa e reforço dos serviços públicos, pela revogação das normas gravosas da lei que já hoje tanto prejudicam os trabalhadores e pela derrota do Pacote Laboral”.
O lema é “Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor”, de acordo com um comunicado enviado às redações pela central sindical.
Já no final da reunião, em conferência de imprensa, o secretário-geral, Tiago Oliveira, salientou que “para dar combate ao pacote laboral”, a CGTP decidiu convocar “uma grande manifestação nacional para o próximo dia 17 de abril”, em frente da Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo “a retirada do pacote laboral”, bem como que “haja uma inversão da política que está a ser seguida”.
Tiago Oliveira acusou ainda o Governo de ser “o principal promotor” do “assalto aos direitos dos trabalhadores” e que defendeu que o “conteúdo do pacote laboral não é amigo, é inimigo dos trabalhadores”.
“(O Governo) diz que esta revisão da legislação laboral é para impulsionar salários, melhorar as condições de vida e os direitos dos trabalhadores. Só que de facto, revisão em revisão, aquilo que depois se confirma é que estamos sempre a retroceder”, apontou.
Lembrando que a CGTP já apresentou por “sete vezes” as suas propostas ao Governo, Tiago Oliveira reiterou as críticas ao facto de o Governo não ter convocado a central sindical para as reuniões técnicas que têm existido entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais e disse que está disponível para se sentar à mesa e discutir “os problemas dos trabalhadores”.
“Temos dito e continuamos a dizer: queremos que sejam discutidas as propostas de quem trabalha e não aceitamos discutir constantemente as propostas de quem manda trabalhar”, sublinhou.
CGTP não participou em reunião, mas foi ao Ministério do Trabalho
De recordar que o secretário-geral da CGTP acusou o Governo, na passada segunda-feira, dia 16, de “ataque democrático” ao “afastar” a central da discussão sobre as alterações à lei laboral, referindo que o processo está “minado de desrespeito” – e prometendo que a luta vai continuar.
“Aquilo que está a passar-se é um autêntico ataque democrático”, afirmou o secretário-geral da CGTP, em declarações aos jornalistas, depois de ter sido recebido pelo chefe de gabinete da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, e um assessor do secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, no Ministério do Trabalho em Lisboa, mas não ter participado na reunião entre Governo, UGT e patrões.
“Ficou hoje demonstrado quem é que tem afastado a CGTP” ao longo do processo negocial sobre a lei laboral, referiu Tiago Oliveira na altura, reiterando que não é a central sindical “que se está a pôr à margem”, mas sim “a ser afastada de todo este processo”.
O secretário-geral da CGTP acusou hoje o Governo de “ataque democrático” ao “afastar” a central da discussão sobre as alterações à lei laboral, referindo que o processo está “minado de desrespeito” e prometendo que a luta vai continuar.
Lusa | 16:55 – 16/03/2026
Já questionado sobre a justificação dada pelo Governo para a CGTP não participar na reunião que decorreu na segunda-feira com os outros parceiros sociais, o secretário-geral indicou que a resposta que lhe foi dada é que “a senhora ministra convoca quem quer”.
Segundo indicou fonte oficial do Ministério do Trabalho, o Governo mostrou, no entanto, disponibilidade para uma reunião posteriormente com a CGTP.
(Notícia atualizada às 19h00)
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