Reino Unido Reduz Ajuda Externa a Moçambique • Diário
a d v e r t i s e m e n tO Governo britânico anunciou uma revisão da sua política de ajuda externa, passando a privilegiar países em situação de guerra ou crise humanitária, uma decisão que deverá resultar na redução do financiamento directo a países como Moçambique.
A medida foi confirmada esta quinta-feira (19), pela ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, durante uma intervenção no Parlamento britânico. Segundo a governante, o corte surge no contexto do aumento das despesas com a defesa, motivado pelo agravamento das tensões geopolíticas globais.
“Para financiar as despesas adicionais com a defesa, tivemos de tomar a decisão extremamente difícil de reduzir o nosso orçamento para o desenvolvimento nos próximos anos”, afirmou. O Executivo britânico já havia indicado, em Fevereiro, a intenção de reduzir a ajuda externa para 0,3% do Produto Nacional Bruto até 2027, face aos actuais 0,7%, uma mudança significativa na política de cooperação internacional do país.
De acordo com a nova orientação, cerca de 70% da ajuda será canalizada para países considerados frágeis e afectados por conflitos armados, incluindo a Ucrânia, Gaza, Sudão e, mais recentemente, o Líbano. Esta reconfiguração implica uma diminuição do financiamento bilateral directo a outros países.
Moçambique mantém-se entre os países prioritários para o Reino Unido, a par de nações como o Iémen, Somália, Afeganistão e Paquistão. No entanto, o apoio passará a ser cada vez mais canalizado através de mecanismos multilaterais e parcerias de investimento, em detrimento de subvenções directas.
A ministra sublinhou ainda que pelo menos 90% dos programas bilaterais de ajuda ao desenvolvimento terão como foco as mulheres e as raparigas, incorporando critérios de igualdade de género como eixo central da cooperação.
Paralelamente, o financiamento bilateral aos países do G20 será progressivamente eliminado, com excepção da Turquia, onde o Reino Unido continuará a apoiar programas dirigidos a refugiados.
“Iremos concentrar-nos em áreas que maximizem o impacto, transformem vidas e promovam a estabilidade, criando empregos e oportunidades económicas como caminho para sair da pobreza”, destacou Yvette Cooper.



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