Portugal realoca 2.500 milhões da coesão. Saiba para onde

A informação foi divulgada hoje pela Comissão Europeia, em Bruxelas, no âmbito da revisão intercalar daquela que é a estratégia de investimento criada para reduzir as desigualdades entre as regiões e promover um desenvolvimento equilibrado em todos os países da União Europeia (UE). No que toca a Portugal, foram alocados 22.602 milhões de euros em fundos da política de coesão para o período 2021–2027 e, com esta revisão intercalar, “foram reafetados 2.541 milhões de euros para novas prioridades”, especifica o executivo comunitário. A maior fatia de realocação diz respeito à competitividade econômica de Portugal (1.230 milhões de euros), seguida por outras prioridades como habitação (656 milhões de euros), recursos hídricos (524 milhões de euros), defesa (114 milhões de euros) e energia (18 milhões de euros). Ao todo, nove de 11 programas totais foram alterados, sendo sete regionais e dois nacionais. No conjunto da UE, foram realocados 34,6 bilhões de euros dos fundos da política de coesão (2021–2027) para responder a prioridades estratégicas urgentes, tendo como principais objetivos reforçar a competitividade e inovação, melhorar a defesa e preparação civil, promover habitação acessível e sustentável, aumentar a resiliência da água e reforçar a segurança energética e ligações energéticas, de acordo com a Comissão Europeia. Isso representa cerca de 10% do orçamento total de 367 bilhões de euros da política de coesão e se traduz em 15,2 bilhões de euros para competitividade, inovação e habilidades, 11,9 bilhões de euros para defesa, mobilidade militar e preparação civil, 3,3 bilhões de euros para habitação acessível, 3,1 bilhões de euros para gestão sustentável da água e 1,2 bilhão de euros para energia e descarbonização. Foi por conta das mudanças geopolíticas que, no ano passado, a instituição incentivou os países a reprogramar investimentos, e foram aprovadas alterações em 186 programas em 25 países. A revisão da política de coesão da União Europeia permite ajustar a forma como os fundos europeus são usados, garantindo que eles respondam às necessidades dos Estados-membros. No período 2021–2027, esta revisão intercalar relaciona-se com as mudanças geopolíticas, econômicas e energéticas, levando a UE a redirecionar investimentos para prioridades como a competitividade, a defesa, a transição energética e a resiliência dos recursos. Leia Também: Cidade francesa de Lille escolhida para abrigar nova Autoridade Aduaneira



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