OCDE prevê desaceleração do crescimento mundial para 2,9%

Em seu relatório intermediário ‘Economic Outlook’, a organização indicou que “o crescimento do PIB global deve desacelerar para 2,9% em 2026, antes de subir ligeiramente para 3% em 2027”. Segundo a organização, o “aumento dos preços da energia e a natureza imprevisível do conflito em evolução no Oriente Médio elevarão os custos e reduzirão a demanda, compensando os efeitos positivos de um forte investimento e produção relacionados à tecnologia, de taxas efetivas de tarifas mais baixas e do dinamismo herdado de 2025”. A OCDE lembrou que uma atualização preliminar das projeções de dezembro de 2025, usando dados revisados para 2025 e informações mensais até o final de fevereiro de 2026, sugeria que o crescimento do PIB global poderia ter sido revisado para cima em cerca de 0,3 ponto percentual em 2026, mas “essa revisão foi totalmente anulada pelo impacto da intensificação do conflito no Oriente Médio”. De acordo com entidade, “essas projeções estão condicionadas a um pressuposto técnico de que o atual nível de perturbação nos mercados energéticos irá diminuir ao longo do tempo, com os preços do petróleo, do gás e dos fertilizantes caindo gradualmente a partir de meados de 2026”. A OCDE também detalhou que o crescimento anual do PIB nos Estados Unidos deve se moderar de 2% em 2026 para 1,7% em 2027, à medida que o investimento relacionado à inteligência artificial (IA) é “gradualmente compensado por um abrandamento no crescimento da renda real e do consumo”. Na zona do euro, “o crescimento do PIB deve desacelerar para 0,8% em 2026, à medida que os preços mais altos da energia pesam sobre a atividade, antes de aumentar para 1,2% em 2027, impulsionado por maiores gastos com defesa”. Ao mesmo tempo, indicou a OCDE, na China, as projeções apontam que “o crescimento vai desacelerar para 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027”. Segundo a OCDE, a inflação nos países do G20 deve ser 1,2 ponto percentual maior do que o esperado anteriormente, em 2026, atingindo 4%, antes de desacelerar para 2,7% em 2027, “assumindo uma diminuição das pressões dos preços da energia”. Na zona do euro, os dados da organização indicam uma inflação de 2,6% neste ano, 0,7 ponto percentual a mais do que o esperado em dezembro, e de 2,1% em 2027. A OCDE defendeu que “diante do choque dos preços da energia, os bancos centrais precisam se manter vigilantes e assegurar que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas”, ressaltando que “poderão ser necessários ajustes da política monetária caso as pressões sobre os preços se ampliem ou se as perspectivas de crescimento enfraquecerem substancialmente”. Segundo a organização, “as medidas governamentais para mitigar o impacto dos preços mais altos de energia devem ser oportunas”, assim como “bem direcionadas aos domicílios mais necessitados e às empresas viáveis”. A entidade admite que a folga fiscal é limitada e são “necessárias ações para salvaguardar a sustentabilidade da dívida e liberar recursos para enfrentar desafios de gastos de mais longo prazo”. Leia também: Elon Musk suspende medida do X para combater desinformação



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