Brilharete? Portugal registrou superávit de 0,7% do PIB no

Portugal registou um excedente orçamental de 0,7% do produto interno bruto (PIB) em 2025, valor que compara com 0,6% no final de 2024. Os dados ficam acima das previsões do Governo e confirmam o brilharete do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. “O saldo do setor das Administrações Públicas (AP) manteve-se positivo, fixando-se em 0,7% do PIB no ano terminado no 4º trimestre de 2025 (0,6% no final de 2024), mais 0,5 pp que o observado no trimestre anterior. Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 4º trimestre de 2025 atingiu -2 425 milhões de euros, correspondendo a -3,0% do PIB, o que compara com -5,0% no mesmo período do ano passado. O governo inscreveu no Orçamento do Estado a previsão de superávit de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), mas o ministro da Fazenda, Joaquim Miranda Sarmento, antecipou que o valor final será uma “boa surpresa e boa notícia para o país”, sendo mais alto que o esperado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga hoje às 11h o saldo orçamentário, em contas nacionais, para o quarto trimestre de 2025, permitindo conhecer a evolução das contas públicas no ano passado e o ministro das Finanças antecipou que será uma “boa surpresa e boa notícia para o país”. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 07:10 – 26/03/2026 Segundo o INE, a “economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2025, traduzindo um aumento de 0,4 pontos percentuais (pp) face ao trimestre anterior”. Já a Renda Nacional Bruta (RNB) e a Renda Disponível Bruta (RDB) aumentaram 1,6% e 1,7%, respectivamente. O aumento do saldo da economia refletiu essencialmente a melhora do saldo das Administrações Públicas. “O RDB das Famílias aumentou 1,3% em relação ao trimestre anterior, verificando-se crescimento de 1,7% e 1,3% nas remunerações recebidas e no Valor Adicionado Bruto (VAB), respectivamente. O crescimento do RDB, combinado com o aumento de 1,4% na despesa de consumo final (1,6% no trimestre precedente), determinou uma taxa de poupança das Famílias de 12,1% (0.1 pp a menos que no trimestre anterior). A capacidade de financiamento das Famílias fixou-se em 3,9% do PIB (menos 0,1 pp que no trimestre precedente), refletindo um aumento da Poupança inferior ao do investimento. Em termos reais, o RDB ajustado per capita das Famílias aumentou 0,3% no 4º trimestre de 2025 (menos 0,4 pp que no trimestre precedente)”, pode ainda ler-se no relatório do INE. (Notícia em atualização) Leia Também: “Boa surpresa”? É dia de conhecer o excedente e isto é o que se prevê



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