Governo Recebe 100 Mil Doláres do Grupo TDB Para Aquisição
advertisemen tO Grupo Banco de Comércio e Desenvolvimento (TDB) ofereceu 6,3 milhões de meticais ao Governo para ajudar na aquisição de medicamentos, numa altura em que aumentam casos de malária, cólera e desnutrição em Moçambique. “A verba vai permitir a compra de medicamentos essenciais para atender a população. Como vocês sabem, quando há emergência, verifica‑se um aumento de eventos de saúde pública, como é o caso da malária, da cólera e da desnutrição”, declarou o ministro da Saúde, Ussene Isse. Falando durante a recepção da doação, o oficial disse que o apoio vem em um contexto de forte pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde (SUS), agravado por surtos de doenças infecciosas e limitações no acesso a medicamentos. “É preciso destacar os desafios associados às doenças crônicas não transmissíveis, nomeadamente hipertensão, diabetes, câncer, doença renal e pulmonar, que também exigem maior investimento e adaptação.” Por sua vez, a ministra da Fazenda, Carla Louveira, afirmou que o apoio faz parte de um quadro mais amplo de financiamento do Grupo TDB ao País. “São investimentos que já tivemos a oportunidade de obter junto à instituição financeira, avaliados em mais de 500 milhões de dólares”, disse, destacando projetos ligados ao gás natural e à infraestrutura. No ano passado, o presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que o governo estava trabalhando com investidores e pesquisadores, nacionais e estrangeiros, para garantir a produção local de medicamentos, com o objetivo de reduzir a dependência externa. O chefe do Estado acrescentou, na época, que o trabalho estava sendo feito em colaboração com “os reguladores do setor de saúde e a classe empresarial, para criar incentivos, políticas e infraestrutura adequadas, a fim de tornar essa visão uma realidade a curto prazo”. Em novembro, o Governo aprovou o Tratado da Agência Africana de Medicamentos, documento adotado pela União Africana (UA) em 11 de fevereiro de 2019. O instrumento entrou em vigor em 5 de novembro de 2021, após a ratificação por 15 países-membros, visando melhorar o acesso a medicamentos de qualidade e seguros eficazes na África ao harmonizar os sistemas regulatórios do continente. A Agência Africana de Medicamentos (AMA, sigla em inglês) vai funcionar como uma entidade especializada da UA, para coordenar a regulamentação, harmonizar o registro e a comercialização de produtos médicos, licenciar fabricação e distribuição e realizar inspeções de qualidade e segurança, autorizar ensaios clínicos e supervisionar procedimentos de apelação.advertisement



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