TAP? Ministro admite venda mesmo com um só concorrente:

Miguel Pinto Luz, que falava no parlamento, considerou “extemporâneo” antecipar conclusões sobre as propostas não vinculantes e rejeitou fazer futurologia sobre o resultado do concurso, indicando que o Governo aguarda o relatório da Parpública. “Vamos aguardar para saber o que é que essas propostas dizem”, afirmou, sublinhando que continuam em avaliação ofertas de “dois dos maiores grupos europeus”, referindo-se à Air France-KLM e Lufthansa. Questionado pelo deputado do Livre Jorge Pinto sobre um possível cenário com apenas um concorrente na fase vinculante, ele admitiu essa possibilidade, defendendo que o critério será o interesse do Estado. “Se chegarmos às vinculantes e aparecer um grupo que respeita todas as dimensões (…) e ainda oferece um valor absolutamente excepcional (… acho que o) devemos fazer”, disse. “O objetivo é garantir que a operação ocorra com segurança e transparência, independentemente do número de concorrentes”, acrescentou. O ministro falava na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação no âmbito do requerimento do PS, pedido em novembro do ano passado, sobre as condições políticas para tutelar o processo de privatização da TAP após as buscas realizadas pela PJ na TAP, no grupo Barreiro e na Parpública por suspeita de crimes na privatização da companhia aérea em 2015 – altura em que o atual ministro Pinto Luz era secretário de Estado do segundo executivo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho. Respondendo às dúvidas levantadas pelo PS sobre sua capacidade de liderar a privatização da companhia aérea Pinto Luz foi peremtório: “Não estaria eu aqui se não tivesse esse entendimento”. O governante acrescentou que a avaliação política sobre sua permanência cabe ao chefe do Executivo, ressaltando que “quem tem que fazer essa avaliação em primeira instância é o sr. primeiro-ministro”, Luís Montenegro. O ministro lembrou ainda o histórico do processo da privatização, afirmando que a atual fase resulta de consensos políticos alcançados na Assembleia da República, com regras definidas sobre a participação minoritária do Estado e garantias como a manutenção em Lisboa do ‘hub’ – plataforma giratória de distribuição de voos-, da marca TAP e das rotas. Pinto Luz ressaltou que a saída da IAG do processo, anunciada publicamente na semana passada, “é um fato incontornável”, mas que isso não enfraquece a competitividade do concurso, ressaltando que “dois dos maiores grupos europeus” seguem na corrida pela companhia. A dona do Iberia e da British Airways decidiu abandonar a corrida, justificando a decisão com a prioridade a outras oportunidades estratégicas e com o fato de o modelo português prever apenas a venda de uma participação minoritária, enquanto o grupo privilegia posições de controle. O processo de privatização prevê a venda de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, e qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador. A Parpública tem agora cerca de um mês para preparar um relatório sobre as propostas não vinculativas que recebeu na semana passada, que será submetido ao governo antes da fase de ofertas vinculativas. (Notícia atualizada às 17h28) Leia Também: Fogo em cigarro eletrônico obrigou avião da TAP a fazer pouso de emergência



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