Moçambique Perde Anualmente 156 Milhões de Euros Com
advertisemen tMoçambique perde anualmente 11,7 bilhões de meticais (156 milhões de euros) devido ao consumo de tabaco. Esse valor representa 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Governo. A informação consta da proposta de lei sobre o controle do tabaco, atualmente em debate no Parlamento moçambicano. A proposta detalha o impacto social e econômico do tabagismo no País, destacando seus efeitos sobre a mortalidade. De acordo com o documento, o consumo de tabaco causa anualmente a morte de 9400 moçambicanos. Esse número corresponde a 3,5% do total de mortes registradas em Moçambique. A maioria das vítimas, cerca de 73%, tem menos de 70 anos. Além disso, o documento revela que 14% das mortes estão associadas ao tabagismo passivo. Esse dado evidencia a exposição de não fumantes aos efeitos nocivos do fumo. Assim, reforça-se a ideia de que o problema ultrapassa os próprios consumidores. Trata-se, portanto, de uma questão ampla de saúde pública. Nesse contexto, a proposta de lei pretende reduzir os efeitos do consumo e da exposição ao fumo do tabaco. O diploma defende a adoção de medidas mais rigorosas e estruturadas. O objetivo passa por frear os impactos sanitários e sociais associados ao tabagismo. Ao mesmo tempo, busca-se garantir maior proteção à saúde da população. Em termos econômicos, as perdas anuais são divididas entre custos diretos e indiretos. Cerca de 900 milhões de meticais (12 milhões de euros) dizem respeito a gastos com saúde. Por outro lado, 10,8 bilhões de meticais (144 milhões de euros) resultam de perdas indiretas. Estes incluem mortes prematuras, doenças e absenteísmo no trabalho. Os dados apresentados são baseados em informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O documento indica ainda que a prevalência do tabagismo aumenta com a idade. Entre 15 e 24 anos, a taxa é de 2,8%. Já na faixa etária de 45 a 64 anos, sobe para 16,1%. Por outro lado, a proposta alerta para o crescimento do consumo de tabaco sem fumo, especialmente entre os jovens. “A redução de formas de consumo de tabaco entre jovens adultos pode significar uma mudança para o uso de tabaco sem fumo. Entretanto, estudos apontam para um risco de saúde associado ao tabaco sem fumo igual e, em alguns casos, superior ao tabaco com fumo”, afirma o documento. Os riscos associados incluem câncer de boca, língua, esôfago e pâncreas, entre outros problemas de saúde. Destacam-se ainda doenças gengivais, desgaste dos dentes e aumento da pressão arterial. Há também maior chance de doenças respiratórias e cardíacas. O Governo, através do ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Magala Saize, afirmou que “a redução da prevalência do consumo do tabaco em 64% ao longo de 15 anos pode contribuir para salvar 53 400 vidas”. Fonte: Lusaa dvertisement



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