Renováveis ​​abasteceram Portugal por 23 dias e asseguram

APREN rejeita "mais uma camada de impostos" com IMI das

Segundo o relatório, entre janeiro e março foram 571 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para cobrir todo o consumo elétrico nacional, o equivalente a cerca de 23 dias completos. Em comunicado, a associação destaca que esse desempenho reflete a crescente maturidade e resiliência do sistema elétrico português. No mercado elétrico, o preço médio em Portugal ficou em 41,9 euros por megawatt-hora (MWh) no acumulado do trimestre, colocando o país entre os mais competitivos da Europa, em um contexto em que a maioria dos mercados europeus registrou valores superiores a 90 euros/MWh. Segundo as contas da APREN, a contribuição das energias renováveis ​​também se traduziu em economias significativas: cerca de 239 milhões de euros em importações de gás natural, 324 milhões de euros em eletricidade importada e 166 milhões de euros em licenças de emissão de dióxido de carbono (CO2) foram evitados no período em análise. No plano europeu, Portugal se destacou como o terceiro país com maior incorporação de energias renováveis ​​na produção de eletricidade, atrás apenas da Noruega e da Dinamarca. “O primeiro trimestre de 2026 confirma claramente o papel estrutural das energias renováveis ​​na competitividade do sistema elétrico ibérico”, diz o presidente da APREN, Pedro Amaral Jorge, citado no comunicado, destacando que Portugal e Espanha registraram os preços mais baixos da Europa. O responsável acrescenta ainda que “num contexto geopolítico ainda marcado pela volatilidade, é importante sublinhar que, segundo a associação europeia SolarPower Europe, a produção de energia solar fotovoltaica na União Europeia já evitou 4,8 bilhões de euros em importações de gás desde o início de 2026, reforçando o papel estratégico das energias renováveis ​​na segurança energética europeia”. Analisando apenas os dados do mês de março, 77,2% da eletricidade produzida em Portugal continental teve origem em fontes renováveis. A energia hidrelétrica se destacou como principal fonte de produção, com 37,1% do total, seguida pela eólica, com 25,9%, em um mês caracterizado por condições típicas de inverno e alta disponibilidade hídrica. Ainda assim, em relação a março de 2025, a produção elétrica nacional registrou queda de 7,2%, principalmente pela redução da produção eólica e menor uso de gás natural. “Durante o mês, o sistema elétrico nacional registou ainda 166 horas não consecutivas em que a geração renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal continental, evidenciando a crescente robustez do sistema renovável”, conclui a APREN. Leia também: Coreia do Sul: Lobo à solta inspira “meme coin” e IA dificulta buscas

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