Guiné-Bissau: Financiamento do Banco Mundial volta após

Guiné-Bissau: Financiamento do Banco Mundial volta após

“Na sequência da suspensão das operações após o golpe de Estado de novembro de 2025 e de uma revisão da carteira de projetos, os desembolsos relativos às operações existentes foram retomados a partir de 3 de abril de 2026”, disse uma fonte oficial do Banco Mundial. Na declaração, a mesma fonte ressaltou que “as novas operações continuam sujeitas a uma avaliação separada” e acrescentou: “O Banco Mundial continua comprometido em apoiar o desenvolvimento da Guiné-Bissau”. “O nosso foco centra-se no reforço das instituições, na formação de capital humano e na consolidação dos ganhos de desenvolvimento para o povo da Guiné-Bissau”, disse à Lusa a mesma fonte. A confirmação da retomada dos desembolsos para as operações em andamento vem após a suspensão anunciada em 14 de janeiro, por conta do golpe de Estado de novembro do ano passado. “O Grupo Banco Mundial está monitorando atentamente a situação na Guiné-Bissau”, disse uma fonte oficial em resposta a perguntas da Lusa em 14 de janeiro, quando confirmou que os desembolsos e projetos haviam sido suspensos neste país lusófono africano. Entre os projetos em andamento no país, o Banco Mundial tem um projeto de resposta a emergências, vários na área de melhoria da conectividade, fortalecimento da administração pública e um financiamento significativo ao censo populacional, previsto para começar no fim deste mês. Um autoproclamado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau no dia 26 de novembro de 2025, às vésperas da proclamação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais que haviam ocorrido no dia 23 do mesmo mês, depondo o então Presidente cessante e recandidato Sissoco Embaló, que, entretanto, deixou o país. Na sequência desse golpe de Estado, vários líderes políticos da oposição, magistrados, membros da Comissão Nacional das Eleições e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foram detidos. Já o candidato que reivindica vitória nas presidenciais da Guiné-Bissau, Fernando Dias, “foi forçado a buscar refúgio na Embaixada da Nigéria por mais de sessenta dias”. O general Hora Inta-a foi designado pelos militares Presidente da República de transição, que, por sua vez, instituiu um Governo e um Conselho Nacional de Transição (CNT), que substituiu o parlamento. Leia Também: Banco Mundial alerta para alta da inflação e desaceleração econômica

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