Comboio de tempestades: Governo recorre ao Fundo de

Comboio de tempestades: Governo recorre ao Fundo de

O governo anunciou, nesta terça-feira, que apresentou um pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da UE, por causa do comboio de tempestades que afetou o país no início deste ano. Foram apurados prejuízos de mais de R$ 5,3 bilhões. “O Governo submeteu ontem, junto da Comissão Europeia, o pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) para prejuízos totais superiores da 5,3 mil milhões de euros causados ​​pelo comboio de tempestades que ocorreram em Portugal entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro”, revelou o Ministério da Economia e da Coesão Territorial em comunicado enviado às redações. O pedido, cabe destacar, foi “formulado sob a categoria de ‘grande desastre’, lembra-se que em um curto espaço de tempo Portugal foi assolado por sete tempestades (incluindo a tempestade Kristin), com ventos excedendo em muito 130 quilômetros por hora, um recorde de precipitação, vários episódios de agitação marítima severa e grandes enchentes e desmoronamentos”. A tutela diz que o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, disse, na carta enviada a Bruxelas, que “Portugal foi afetado pelos excepcionais fenômenos meteorológicos, caracterizados por eventos de múltiplos riscos e uma cascata de impactos. Esses eventos ilustram os crescentes desafios das mudanças climáticas”. O Ministério adianta ainda que foram “fenómenos que provocaram ‘graves impactos’ com a destruição de habitações, estruturas críticas (como as de abastecimento de água, de energia, e de comunicações), nos serviços públicos, (portos, hospitais e escolas), na atividade económica e no património cultural”. “Portugal foi um espelho do impacto das mudanças climáticas” A tutela adianta que a “candidatura ao apoio financeiro do Fundo de Solidariedade da União Europeia destina-se, assim, a ajudar ao financiamento da reconstrução das infraestruturas públicas nacionais e regionais afetadas, tal como a intervenções de emergência, nomeadamente junto das populações e infraestruturas diversas”. O ministro Castro Almeida referiu ainda que “Portugal foi um espelho do impacto das alterações climáticas. É necessário preparar os territórios e as infraestruturas para a ocorrências destes eventos. A par da reconstrução, estamos a trabalhar para tornar Portugal mais resiliente”. O governante acrescentou que “a solidariedade europeia será um dos componentes do projeto de reconstrução e resiliência com o qual o governo está comprometido, mesmo que, à luz dos regulamentos em vigor, deva corresponder apenas a uma fração do esforço de investimento e apoio de que precisamos”. Recorde-se que o Fundo de Solidariedade da União Europeia foi “criado para apoiar Estados-membros na situação de ocorrência de catástrofes naturais graves ou emergências de saúde pública e funciona como um mecanismo de solidariedade interinstitucional, para recuperação de infraestruturas e de apoio às populações”, explicou ainda a tutela na mesma nota. A lei que cria um regime de apoio social e de ‘lay-off’ simplificado para as áreas atingidas pela tempestade Kristin foi publicada hoje no Diário Oficial, assegurando aos trabalhadores 100% do salário bruto até 2.760 euros. Lusa | 10:44 – 14/04/2026 (Notícia atualizada às 15h10) Leia Também: Mato Grosso venderá árvores tombadas em hasta pública

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