Ministra confia: “Há todas as condições para fazer acordo”

Amamentação? "Não ataquei as mulheres. Pelo contrário,

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, disse nesta quarta-feira no Parlamento que o governo valoriza a paz social e, por isso, investiu na concertação social no âmbito da reforma trabalhista, mesmo que isso signifique concessões diante do anteprojeto inicial apresentado pelo Executivo. Além disso, está confiante em um acordo com a UGT, que deve tomar uma decisão ainda esta semana. “(A negociação da lei laboral) durou o tempo que tinha que durar, chamo à atenção que pelo meio teve vários episódios que impediram o seu processamento normal, como a declaração de greves, discussão do Orçamento (do Estado) aqui, vários atos eleitorais, mas em todo o caso durou o tempo que tinha que durar, porque o Governo investe o mais possível na concertação social, mesmo que isso signifique que a pureza do projeto inicial tenha que ceder aqui e ali, porque há um valor que nós consideramos muito importante, que é o valor da paz social”, disse a governadora, em resposta aos deputados na Comissão de Trabalho, Previdência e Inclusão. “E, evidentemente, isso é mais fácil com o acordo dos parceiros, nomeadamente dos parceiros sindicais, mas também das confederações patronais. O resultado, ao fim destes nove meses, é que houve muitíssimas aproximações do Governo que, todavia, não desfiguram a reforma. A reforma continuará a ser uma reforma estrutural e importante”, acrescentou. Ministra espera que decisão da UGT “seja positiva” A ministra mostrou-se confiante relativamente à luz verde por parte da UGT, que vai tomar uma decisão ainda esta semana: “Há todas as condições para fazer acordo”, disse a governante, acrescentando que espera que a decisão da UGT “seja positiva”. Seguro recebe hoje parceiros sociais O presidente da República, António José Seguro, vai receber, nesta quarta-feira, os parceiros sociais no Palácio de Belém para tentar estabelecer pontes no sentido de haver um acordo em relação à lei trabalhista e depois de ter mencionado que “não desiste, até o fim, de apelar ao diálogo” para que haja acordo. Em nota publicada no site da Presidência da República, foi dito que “os parceiros sociais serão recebidos pela seguinte ordem: Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), União Geral de Trabalhadores (UGT), Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e Confederação Empresarial de Portugal (CIP)”, pode ler-se. O presidente da República afirmou, no início da semana, que insistirá “até o fim” no apelo ao diálogo sobre a revisão da legislação trabalhista, mas negou estar pressionando quem quer que seja. “Não compete ao presidente da República o resultado final – isso compete aos intervenientes, ao Governo, aos parceiros sociais, compete esse resultado. Agora, o presidente da República não desiste, até o fim, de apelar ao diálogo, às conversas, ao entendimento. É isso que os portugueses exigem de um presidente da República, e eu sempre farei isso, em todas as circunstâncias e em todas as condições”, declarou o chefe de Estado a jornalistas, em Madri. António José Seguro vai receber esta quarta-feira os parceiros sociais para tentar estabelecer pontes antes que um acordo em relação à lei laboral caia por terra e depois de já ter referido que “não desiste, até ao fim, de apelar ao diálogo”. Beatriz Vasconcelos | 07:00 – 22/04/2026 Leia Também: Lei trabalhista. Seguro “não desiste” e recebe hoje parceiros sociais

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