Preços do petróleo disparam 4% face à incerteza entre Irão e

Preços do petróleo disparam 4% face à incerteza entre Irão e

Por volta da 00:25 (hora de Lisboa), o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano, subia 4,06% para 96,73 dólares (82,22 euros), com o valor do Brent do Mar do Norte, referência mundial, a aumentar 3,62% para 105,63 dólares (89,79 euros). No entanto, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, abriu o pregão de hoje ultrapassando os 60 mil pontos pela primeira vez, graças ao bom desempenho das ações de empresas de tecnologia, apesar da incerteza causada pela guerra no Irã. Logo no início da sessão, o indicador, que reúne os 225 papéis mais representativos do mercado japonês, registrou alta de quase 1%, cerca de 415 pontos, superando momentaneamente a barreira dos 60 mil pontos. No sentido oposto, o índice mais amplo Topix, que inclui as empresas da seção principal, as de maior capitalização, perdia cerca de 0,3%, ou 11,47 pontos, para 3.733,52 unidades. O mercado de Tóquio seguiu o desempenho de Wall Street, que encerrou o pregão de quarta-feira em alta e com novos recordes nos índices S&P 500 e Nasdaq, após os Estados Unidos anunciarem a extensão do cessar-fogo com o Irã. No setor de semicondutores, um dos que mais se beneficiaram do otimismo gerado pelas expectativas de que Estados Unidos e Irã retomem em breve as negociações para acabar com a guerra no Oriente Médio, destacaram-se na abertura a alta da Advantest (2,56%) e da Tokyo Electron (0,7%). O grupo de telecomunicações e investimentos SoftBank, que tem investido pesado em inteligência artificial com investimentos multimilionários na OpenAI, criadora do modelo generativo ChatGPT, disparou 6,17%. No setor de defesa, a Mitsubishi Heavy Industries subiu 3,33% na abertura, enquanto a Kawasaki Heavy Industries avançou 2,1%. A fabricante de automóveis Toyota, empresa de maior capitalização japonesa, caiu 0,34%, enquanto a Sony, referência em eletrônicos e entretenimento, perdeu 2,3%. Leia também: EUA prorrogam isenção de sanções que permite venda de petróleo russo

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