Lucros do Bankinter crescem 7,6% para R$ 291 milhões

O resultado antes de pagar impostos chegou a 410 milhões de euros, um aumento de 8,2% na comparação com os três primeiros meses do ano passado, comunicou o Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) da Espanha. Em Portugal, onde o Bankinter está desde 2016, o resultado antes do pagamento de impostos foi de 56 milhões de euros, o mesmo que registrou no primeiro trimestre de 2025. Os resultados em Portugal contribuíram 13,7% para os resultados globais do Grupo Bankinter no primeiro trimestre, disse o banco, em comunicado. Ainda em Portugal, a margem bruta (que reflete o conjunto das receitas) chegou a 96 milhões de euros entre janeiro e março (7% a mais que nos mesmos meses de 2025) e a carteira de crédito concedido pelo banco totalizava 11 mil milhões de euros no final do primeiro trimestre (9%). Os recursos de clientes em Portugal cresceram 10%, para 10.000 milhões de euros, e os “recursos geridos fora de balanço” (fundos de investimento, pensões ou gestão patrimonial) e os ativos sob custódia cresceram 27%, atingindo 12.000 milhões de euros. “Nesta década de atividade em Portugal, o Bankinter consolidou um modelo sólido e rentável. O número de clientes duplicou neste período e o volume de negócios triplicou”, enquanto o resultado antes de impostos “se multiplicou por vinte” entre 2016 e 2025, destacou o Bankinter hoje. Em termos globais, a margem bruta do Grupo Bankinter ficou em 779 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026 (mais 6,5% do que um ano antes), “apoiada no bom desempenho das taxas, em sua maioria provenientes de serviços transacionais ou de consultoria e gestão de ativos”, explicou o banco. Os ativos totais do grupo somavam 136.678 milhões de euros no final do trimestre (10,4% a mais que no mesmo período de 2025). A carteira de crédito concedido chegou a R$ 84,723 milhões (4,9% a mais que no primeiro trimestre do ano passado), com a taxa de morosidade global (atrasos os inadimplentes no pagamento das parcelas dos empréstimos) ficando em 1,94%. Quanto ao crédito concedido para comparar casa, o Bankinter revelou que a produção de novos empréstimos caiu na Espanha (principal mercado do banco) comparando com o primeiro trimestre de 2025, que tinha tido “valores muito positivos”. “Essa diminuição traduz igualmente uma decisão estratégica de privilegiar um crescimento rentável e sustentável, com maior seletividade tanto nas operações como nos clientes, e com um impulso da atividade nas geografias onde o potencial e o rendimento da carteira são mais elevados”, justificou ainda o Bankinter. Segundo o banco, “face a um menor volume de nova produção (de hipotecas) em Espanha relativamente ao mesmo período do ano anterior”, houve crescimentos de 37% na Irlanda e de 8% em Portugal”. “Ainda assim, o saldo da carteira hipotecária do Grupo aumentou 4%, para 38.600 milhões de euros”, no primeiro trimestre deste ano, disse o Bankinter. Entre janeiro e março, a margem de juros (a diferença entre juros que pagou e cobrou no primeiro trimestre) subiu 5,5% comparando com o mesmo período de 2025, para 570,6 milhões de euros. As taxas líquidas (a diferença entre as taxas cobradas e pagas pelo banco) foram 203 milhões de euros (8,1% a mais que no primeiro trimestre de 2025). na Irlanda.



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