Produção de azeite no Alentejo deverá cair para 160 mil

Em comunicado enviado à agência Lusa, o CEPAAL revelou que o Alentejo se mantém “como o principal polo produtivo nacional”, produzindo na campanha deste ano, 2025/2026, “em torno das 160 mil toneladas” e “um excedente comercial de 92 milhões de euros nos primeiros dois meses de 2026”. Esses dados, segundo o CEPAAL, refletem “um ajuste em relação ao ciclo anterior” e confirmam “a robustez de um setor que, nos últimos anos, registrou um crescimento expressivo das exportações” que “superaram os mil milhões de euros nas campanhas de 2023 e 2024” e que “continua a gerar valor mesmo em cenários de menos volume”. Para o centro de estudos a modernização dos sistemas de produção, a introdução de tecnologia e o recurso à inteligência artificial (IA) têm permitido “ganhos consistentes de produtividade, maior eficiência no uso de recursos e melhor gestão de risco climático”, viabilizando o produto para novos mercados. “A valorização do produto, por meio da diferenciação, da construção de marca e do posicionamento em segmentos ‘premium’, tem sido determinante para sustentar margens e reforçar a presença internacional”, nomeadamente, na Índia, disse. Dessa forma, o CEPAAL acredita que o acordo entre a União Europeia e a Índia “configura uma oportunidade estratégica de alto relevo, sobretudo para Portugal, ao possibilitar a redução de barreiras tarifárias e facilitar o acesso a um mercado de grande escala, com mais de 1,47 bilhão de consumidores”. Segundo o presidente do CEPAAL, Manuel Norte Santo, “o setor de azeite em Portugal entrou em uma nova escala” com um caráter “mais competitivo, mais tecnológico e claramente mais internacional”, sendo uma das áreas “mais dinâmicas do agroalimentar português”. A fileira do azeite em Portugal representa “cerca de 700 milhões de euros”, registrando “um excedente comercial positivo no início de 2026”, assegurou. Segundo o responsável, o Congresso Nacional do Azeite (CNA) e a Feira Nacional de Olivicultura (FNO), eventos que vão acontecer a partir do próximo dia 7 de maio, em Moura, no distrito de Beja, são um “espaço onde se discutem as decisões que vão moldar essa trajetória nos próximos anos” em um “momento particular de muitos desafios, mas também de grandes oportunidades”. Portugal já é o sexto maior produtor de azeite do mundo, o terceiro maior exportador da Europa e o país que mais produz azeite de maior qualidade no mundo, assegurou Manuel Norte Santo. Os eventos, promovidos pela Câmara de Moura e CEPAAL, acontecerão, no quesito feira, no parque municipal de feiras e exposições, entre os dias 7 e 10 de maio, enquanto o congresso acontecerá no cineteatro municipal, no dia 8 de maio. O seminário reunirá “produtores, especialistas, pesquisadores e tomadores de decisão para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia”, a saber, eficiência produtiva, digitalização e valorização e posicionamento do setor em nível global. O CNA contará com mais de 30 palestrantes nacionais e internacionais, que discutirão temas como eficiência e diversidade no setor, IA no processo decisório e valorização da diferenciação de produtos. Leia Também: ASAE apreende 10 mil litros de óleo vendido como azeite



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