Lufthansa passa de prejuízo a lucro de 127 milhões no 1.º

Lufthansa passa de prejuízo a lucro de 127 milhões no 1.º


A receita da companhia aérea, a maior da Alemanha, subiu para 18,449 mil milhões de euros entre janeiro e junho, o que representa um aumento de 6%, enquanto o resultado operacional ajustado (EBIT) totalizou 149 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, uma queda de 163%. O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, citado pela EFE, realçou que o segundo trimestre — período em que o grupo registou um lucro de 1,012 mil milhões de euros, um aumento de 116% — demonstrou que a empresa “continua no bom caminho”, apesar de o período entre abril e junho ter sido mais uma vez marcado por crises geopolíticas e incerteza económica. Dado o desempenho positivo do grupo, “confirmamos a nossa perspetiva positiva para todo o ano”, afirmou. Spohr enfatizou sobretudo que o investimento na ITA Airways (uma participação de 41%) já contribuiu com 91 milhões de euros para os resultados do grupo no segundo trimestre e uma duplicação do lucro operacional no segmento da logística. No primeiro semestre do ano, 61,4 milhões de passageiros voaram com as companhias aéreas do Grupo Lufthansa, que incluem a Lufthansa, Swiss, Austrian Airlines e Brussels Airlines, um aumento de 2% em relação a 2024. Só no segundo trimestre foram transportados cerca de 37 milhões de passageiros, face a 35,9 milhões no ano anterior. A receita de passageiros atingiu os 14,1 mil milhões de euros, um aumento de 4%. A estabilidade operacional também melhorou, resultando numa redução de 106 milhões de euros em despesas financeiras devido a irregularidades nos voos. A elevada procura de viagens está também a impulsionar o crescimento no segmento da manutenção, que viu as receitas aumentarem 13% entre janeiro e junho, para 3,975 mil milhões de euros, apesar dos custos mais elevados devido à escassez de materiais, taxas de câmbio e tarifas. A Lufthansa Cargo aumentou a sua receita em 11%, para 1,654 mil milhões de euros, impulsionada pela procura do comércio eletrónico asiático e pelos estrangulamentos no transporte marítimo. Leia Também: Air France-KLM mantém interesse na TAP e analisa “sentido financeiro”

Publicar comentário