Lucros da CGD aumentam 1% para 397 milhões até março

Lucros da CGD aumentam 1% para 397 milhões até março

A margem financeira (diferença entre juros cobrados sobre créditos e juros pagos sobre depósitos) caiu 3%, para 616 milhões de euros. No primeiro trimestre, as comissões da CGD totalizaram 149 milhões de euros, acima dos 147 milhões de euros reportados no mesmo período do ano passado, verificando-se assim uma subida de 1,4%. Apenas na atividade em Portugal, os resultados da CGD caíram 2% para 348 milhões de euros. Já o banco BCI em Moçambique contribuiu com 24 milhões de euros, o BNU Macau com 13 milhões de euros e o BCG Angola com 5 milhões de euros. A atividade internacional contribuiu com 49 milhões de euros para o resultado líquido da CGD, tendo assim um peso de 12%, enquanto a atividade doméstica foi responsável pelos 348 milhões de euros restantes. No primeiro trimestre de 2025, a atividade internacional havia representado 9% dos lucros do caixa, ou seja, R$ 34 milhões, enquanto a atividade doméstica somou R$ 358 milhões. Entre janeiro e março, o faturamento da CGD atingiu um recorde de 158.000 milhões de euros, crescendo 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados da CGD do primeiro trimestre contam ainda com a venda do banco de Cabo Verde BCA, que segundo Paulo Macedo gerou um ganho de 19 milhões de euros. Em Portugal, os recursos totais do banco público atingiram 104.000 milhões de euros, mais cerca de 1.000 milhões de euros, com um reforço de depósitos e produtos fora de balanço. Segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a carteira de crédito a clientes, em Portugal, subiu 3,4%, destacando-se um crescimento nas empresas institucionais (+852 milhões de euros) e nos particulares (835 milhões de euros no crédito à habitação e 54 milhões de euros no crédito ao consumo). Por sua vez, a produção de crédito imobiliário teve cerca de 1.600 milhões de euros nos primeiros meses do ano, ou seja, um aumento de 41%, “excedendo os 600 milhões de euros em março”. “Continuamos a financiar uma em cada três casas que os jovens compram através de financiamento”, destacou o presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, em conferência de imprensa. O crédito a empresas teve igualmente uma trajetória de crescimento, registrando-se um novo financiamento ao investimento de 2.200 milhões de euros, mais 65%. Crescimentos superiores ao mercado se destacam em setores como “agricultura, imobiliário e construção, indústria de transformação, comércio, alojamento e alimentação”, apontou Paulo Macedo. Questionado sobre a evolução dos resultados da CGD (notadamente em Portugal) este ano, o presidente do banco disse que eles dependerão principalmente da evolução das taxas de juros. “O que faz depender é a evolução da margem financeira, é o fator que vai ponderar mais não se agravando outras circunstâncias”, caso de conflitos bélicos, disse Paulo Macedo. Sobre a hipótese de a CGD reforçar na seguradora Fidelidade, onde tem 15% do capital, Macedo disse ainda não ter nenhuma novidade. Quanto à polêmica relacionada à CGD ter comercializado um depósito com remuneração indexada a empresas de defesa, Macedo disse que o produto no valor total de 50 milhões de euros esgotou em praticamente 15 dias e que se tratavam de empresas do setor de defesa (as multinacionais Leonardo SpA, ArcelorMittal e Siemens AG). Além disso, afirmou, não teria problema que a CGD comercializasse um depósito sobre empresas de armas. “Se fosse um depósito estruturado sobre empresas de armamento não veríamos problema numa altura em que não parece que haja qualquer polémica de que a Europa tem de vir a defender-se se o curso dos acontecimentos não se alterar. Quem não perceber isso na Europa não percebe nada”, referiu O PSD, CDS-PP, Chega e IL chumbaram esta semana no parlamento um requerimento do Livre para ouvir o presidente da CGD sobre um depósito que inclui uma remuneração indexada ao desempenho das ações de três empresas presentes no setor da Defesa. (Notícia atualizada às 18h41) Leia Também: Direita rejeita audiência da CGD sobre depósito ligado a empresas de Defesa

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