Seguro promulga desagravamento fiscal para a habitação: Eis

O presidente da República, António José Seguro, promulgou, nesta terça-feira, o diploma do Governo que, no uso da autorização concedida pela Lei n.º 9-A/2026, de 6 de março, aprova medidas de desagravamento fiscal para o fomento de oferta de habitação. Vale lembrar que as propostas de lei do pacote habitacional do governo foram aprovadas, há dois meses, na generalidade no parlamento com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e IL, e com a abstenção do Chega. O que muda? Uma das autorizações legislativas aprovadas permite ao Governo de Luís Montenegro alterar o Código do IVA, o Código do IRS, o Estatuto dos Benefícios Fiscais e o Código do IMT, com o objetivo de fomentar a oferta de habitação a valores mais reduzidos. Entre as medidas previstas está a redução do IVA de 23% para 6% na construção de casas vendidas por até 648 mil euros ou alugadas por até 2.300 euros mensais, além de uma redução de IRS para incentivar os proprietários a colocarem casas no aluguel. Outra medida passa pela aplicação do IMT de 7,5% se os compradores forem cidadãos não residentes, mas há exceções que permitem evitar a aplicação do IMT mais alto. O novo pacote de medidas do governo destinado a frear a crise habitacional foi aprovado no Parlamento, em um momento em que os preços das casas crescem ininterruptamente por seis trimestres consecutivos, de acordo com o INE. Notícias ao Minuto | 08:20 – 12/01/2026 Durante o debate do pacote legislativo, na época, partidos de oposição à esquerda criticaram o fato de o governo usar R$ 2,3 mil como referência de uma renda moderada. Em resposta à oposição, o ministro da Fazenda, Joaquim Miranda Sarmento, ressaltou que o teto vai “até 2.300” euros, o que significa que abrange aluguéis de “1.000, 1.200, 1.500, 1.700, 2.000” euros. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que a crise habitacional não se resolve “de um dia para o outro”, mas mostrou-se convencido de que a nova legislação permitirá baixar o preço das casas e fomentar o aluguel. O ministro das Finanças disse que um terceiro pacote de medidas de “melhoria jurídica” para “aumentar a oferta” está em preparação pelo governo e afirmou que o pacote de medidas está em vigor em uma base temporária, “até para que possam ser estudadas e avaliadas no final desta legislatura”, em 2029, “e eventualmente corrigidas e melhoradas”. A agilização dos despejos, a criação de um fundo emergencial para habitação e a resolução mais rápida de situações de heranças indivisas envolvendo imóveis são algumas das medidas que o ministro Pinto Luz tem avançado para serem lançadas em breve. Mais cedo, no Parlamento, Miranda Sarmento afirmou que as medidas previstas no pacote agora apresentado custam entre 200 a 300 milhões de euros, sendo o valor “difícil de estimar” por depender da adesão às medidas previstas. A Comissão Europeia está preparando uma proposta para combater o excesso de aluguéis de curto prazo em cidades da União Europeia (UE), por aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”. Lusa | 11:03 – 12/05/2026 (Notícia atualizada às 11h22) Leia também: Bruxelas se prepara para combater aluguéis de curto prazo: O que vem por aí?



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