Execução das áreas de gestão de paisagem a diferentes

“Temos AIGP que estão com uma execução fantástica e há outras que não estão com a mesma velocidade”, admitiu Rui Ladeira, que falava à agência Lusa à margem da sessão de apresentação de um projeto em torno do combate a incêndios florestais, na Lousã, distrito de Coimbra. Segundo o secretário de Estado, há “várias situações” distintas dentro da aplicação desse instrumento de gestão e ordenamento territorial, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que, por isso, tem de ser executado neste ano. “As condições foram todas criadas já por este Governo, que foi alargar prazos, criar condições, simplificar orientações técnicas, criar todas as oportunidades. Mas aqui há as dinâmicas locais, das iniciativas, do envolvimento, da motivação, da ação, da determinação (de cada entidade)”, afirmou Rui Ladeira. Essas dinâmicas locais fazem com que umas AIGP “tenham bons resultados” e “outras não têm tantos resultados”, notou. “Até dezembro, há a possibilidade de executar os planos de ação, quem não executar, os recursos que foram disponibilizados ficam em xeque, porque eles têm que ser usados para o bem da floresta e da organização da paisagem”, acrescentou o secretário de Estado de Florestas. Na sessão de apresentação do projeto Firepoctep Avanza, que é liderado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), Rui Ladeira salientou a importância de um maior uso de fogo controlado (apontando para o objetivo de cinco mil hectares intervencionados anualmente) e maior recurso do pastoreio para assegurar descontinuidades nas áreas florestais do país. Abordando os impactos da Kristin na floresta, o secretário de Estado lembrou a excepcionalidade da limpeza até 30 de junho para os territórios afetados pela tempestade, assim como a possibilidade de serem flexibilizados trabalhos de limpeza durante o período crítico. À agência Lusa, Rui Ladeira explicou que nos cerca de 40 mil hectares de área impactada, está prevista a possibilidade de serem desenvolvidos trabalhos de limpeza durante o período crítico, usando a plataforma já utilizada hoje para validar queimas e queimadas. “Agora, haverá a possibilidade das empresas que estão a operar nestas zonas que sejam consideradas prioritárias, poderem identificar o equipamento, os operadores e que as autoridades saibam onde é que estão a fazer esses trabalhos”, aclarou. Nesse sentido, será possível ter todas as operações em período crítico identificadas e sinalizadas, permitindo reforçar meios para o caso de haver uma ignição no decorrer desses trabalhos. “Precisamos, nesse período sensível, que haja a possibilidade de as empresas, as pessoas poderem remover o material de risco que está nessas áreas mais sensíveis”, disse. Leia Também: Reposição de areias na Costa concluída a tempo do início da temporada de verão



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