Moçambique Sucede à África do Sul na Presidência da Comissão

Moçambique Sucede à África do Sul na Presidência da Comissão

a d v e r t i s e m e n tMoçambique foi anunciado como o próximo país a assumir a presidência da Comissão dos Cursos de Água do Incomáti e Maputo (INMACOM). O anúncio foi feito em Essuatíni pela presidente cessante da organização e comissária sul-africana, Duduzile Mthembu, durante um encontro que reuniu representantes dos três países que partilham as bacias hidrográficas dos rios Incomáti e Maputo.

Na ocasião, a comissária moçambicana Ana Mponda destacou que Moçambique, a África do Sul e Essuatíni mantêm uma cooperação estreita na gestão dos recursos hídricos partilhados, com o objectivo de melhorar as condições de vida das populações que vivem nas bacias dos rios Incomáti e Maputo.

Segundo a responsável, estas bacias desempenham um papel estratégico para o desenvolvimento da região, constituindo a principal fonte de água para o sul de Moçambique. Além de abastecerem importantes centros urbanos, como as cidades de Maputo e Matola e respectivas áreas circunvizinhas, sustentam extensas áreas agrícolas, apoiam a actividade pecuária e garantem a subsistência de milhões de pessoas.

Apesar da sua importância, Ana Mponda recordou que estas bacias enfrentam desafios significativos, estando frequentemente expostas aos efeitos de fenómenos climáticos extremos, como ciclones, cheias e períodos prolongados de seca.

A comissária observou ainda que as alterações climáticas, associadas ao crescimento populacional, têm agravado os problemas relacionados com a qualidade da água. Entre os principais desafios identificados figuram a intrusão salina, a expansão da actividade agrícola e a utilização de fertilizantes prejudiciais ao ambiente.

Perante este cenário, defendeu o reforço da cooperação entre os Estados e os seus parceiros de desenvolvimento para responder de forma mais eficaz aos desafios transfronteiriços que afectam a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Nesse âmbito, destacou o projecto de reforço da gestão integrada transfronteiriça das bacias dos rios Incomáti e Maputo, implementado pelos Governos de Moçambique, África do Sul e Essuatíni, com assistência financeira da Parceria Global para a Água e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Este projecto constitui um marco importante e deve ser visto como uma demonstração inequívoca da vontade dos parceiros de contribuir para uma gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos da região”, afirmou Ana Mponda.

A responsável referiu igualmente que, em Moçambique, iniciativas apoiadas pelo Fundo Global para o Ambiente representam exemplos concretos de uma abordagem que procura conciliar a conservação da biodiversidade e da vida selvagem com o desenvolvimento económico das comunidades locais.

Contudo, alertou que os problemas ambientais, agravados pelas alterações climáticas e pela pobreza das comunidades, continuam a produzir impactos negativos significativos nas bacias hidrográficas da região.

Fonte: Eswatini Positive Newsa d v e r t i s e m e n t

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