SNS24 adere à greve: É a 1.ª da história e tempo de espera

SNS24 adere à greve: É a 1.ª da história e tempo de espera

É a primeira vez que os trabalhadores do SUS24 aderem a uma greve geral: nesta quarta-feira será mais difícil falar com um profissional de saúde por essa linha telefônica, e os tempos de espera podem até disparar até as três horas. A notícia, cabe destacar, é avançada pelo Jornal de Notícias, que explica que a paralisação, convocada pelos profissionais que asseguram o serviço através da Altice, poderá fazer disparar os tempos de resposta para duas ou três horas, mesmo em situações potencialmente graves. Essa paralisação ocorre em um momento em que a linha já enfrenta altos níveis de pressão operacional. O mesmo jornal revela que os profissionais daquela linha juntaram um conjunto de depoimentos e dados coletados de 150 trabalhadores e apontam para um cenário considerado “potencialmente crítico”. Eles esperam “tempos de espera excessivos”, uma “razão insuficiente entre chamadas e recursos humanos” e uma “crescente dificuldade em garantir respostas oportunas em situações potencialmente urgentes ou emergentes”. Recorde-se que a central sindical CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. Acompanhe aqui, ao minuto, todos os desdobramentos em torno da greve geral desta quarta-feira, 3 de junho, convocada pela CGTP-IN. Notícias ao Minuto | 06:22 – 03/06/2026 Ministra do Trabalho prevê “alguns inconvenientes” por greve geral A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, afirmou que a greve geral trará “alguns inconvenientes” e espera que a medida dos serviços mínimos da lei trabalhista “vá efetivamente para a frente”. “Uma greve geral é sempre algo grave no sentido em que se traduz em múltiplos inconvenientes para as pessoas e para as famílias, apesar de, naturalmente, corresponder ao exercício de um direito fundamental e, portanto, merecer todo o respeito”, disse a ministra, à margem da conferência “A Transformação Digital da Segurança Social ao serviço das pessoas”, em Lisboa. Quanto aos serviços mínimos, a governante fez referência à medida do anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, Trabalho XXI, afirmando que espera que “essa medida vá efetivamente para frente”. “Nós temos que pensar que a greve na greve e, por força do exercício da greve, também tem que se acautelar outros interesses fundamentais e, portanto, as pessoas têm que poder, apesar da greve, dos seus concidadãos, ir para o trabalho, se assim entenderem, irem a uma consulta médica, levarem o filho à escola e é por isso é que nós, na reforma Trabalho XXI, insistimos em que os serviços mínimos nos setores sociais vitais têm sempre que ser assegurados”, afirmou a ministra. O anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, intitulado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 como uma revisão “profunda” da legislação trabalhista. No anteprojeto, o Governo quer integrar os serviços de cuidado a idosos, doentes, pessoas com deficiência e crianças institucionalizadas aos serviços mínimos em caso de greve. O Código do Trabalho prevê atualmente que em caso de greve os serviços mínimos sejam assegurados “em empresa ou estabelecimento que se destine à satisfação de necessidades sociais impreteríveis”, que incluem correios e telecomunicações, serviços médicos, hospitalares e medicamentosos, salubridade pública, incluindo a realização de funerais, serviços de energia e minas, incluindo o abastecimento de combustíveis. Contemplados estão também abastecimento de águas, bombeiros, serviços de atendimento ao público que assegurem a satisfação de necessidades essenciais cuja prestação incumba ao Estado, transportes, incluindo portos, aeroportos, estações de caminho-de-ferro e de camionagem, relativos a passageiros, animais e géneros alimentares deterioráveis ​​e a bens essenciais à economia nacional, abrangendo as respectivas cargas e descargas e transporte e segurança de valores monetários. Leia Também: “Sentimento que vem das ruas é que será uma grande greve. Agora é a hora”

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