“O Governo tem de deixar esta linha de arrogância, ser mais

O secretário-geral da CGTP insiste na “derrota do pacote laboral” antes mesmo de qualquer discussão na Assembleia da República e diz que o Governo “tem de ser mais humilde”. Tiago Oliveira falava aos jornalistas na manifestação da greve geral, já em frente ao Parlamento, onde destacou a presença “de milhares de trabalhadores nas ruas” para exigir a “retirada do pacote laboral”. “O que buscamos é a derrota do pacote trabalhista”, começou dizendo Tiago Oliveira. “Os dados são concretos: estamos diante de uma grande greve geral, do tamanho – senão maior – do que da última greve. E isso tem o impacto e a leitura que tem porque, de fato, os trabalhadores veem, no que foi o apelo da CGTP e no que são os objetivos que trazem os trabalhadores para essa greve, que é a derrota do pacote trabalhista, legitimidade e interesse em participar. Os trabalhadores deram a verdadeira resposta na construção dessa greve geral.” Sobre as declarações da ministra do Trabalho, que hoje afirmou que a “esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar”, Tiago Oliveira disse que a governante “não se deve ter esforçado muito em redigir o documento que leu hoje porque o primeiro-ministro, ainda ontem, estava a preparar a mesma retórica”. Para o sindicalista, aliás, as declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho são semelhantes às que o governo teve na última paralisação, em dezembro. “O Governo tem que deixar essa linha de arrogância, tem que ser mais humilde, e tem que olhar para o que são os problemas concretos da vida dos trabalhadores.” Tiago Oliveira prometeu voltar a estar em frente à Assembleia Legislativa no próximo dia 18, data para a qual está marcada a discussão do pacote trabalhista. Sua esperança é que o pacote “não chegue” às mãos do presidente da República. “Aquilo que nós queremos é que seja retirado já o pacote laboral, que não se permita qualquer tipo de discussão, é essa a vontade dos trabalhadores”, concluiu. Leia Também: AO MINUTO: Governo admite mudar lei trabalhista “em um ou outro ponto”


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