Herdeiros de Balsemão dividem participação na ‘holding’

Num comunicado, hoje divulgado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), lê-se que “a participação qualificada da Impreger (…) na Impresa — Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA que era, até à data do seu falecimento, no dia 21 de outubro de 2025, imputável ao Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão, passou a ser imputável a cada um dos seus filhos: Mónica da Costa Lobo Pinto de Balsemão, Henrique da Costa Lobo Pinto de Balsemão, Francisco Maria Supico Pinto Balsemão, Joana Presas Pinto de Balsemão e Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão”. No acordo parassocial, hoje também divulgado, lê-se que “a Balseger, SGPS, SA é a sociedade dominante da Impreger, SGPS, SA, que, por sua vez, detém, de forma direta e por imputação, 50,311% dos direitos de voto da Impresa”, sendo que o capital social da Balseger “encontra-se dividido em ações ordinárias e ações de categoria A, que são ações preferenciais remíveis”. Assim, “nos termos dos estatutos da Balseger, as ações de categoria A conferem ao respetivo titular um conjunto de direitos que, designadamente, asseguram a prevalência do sentido de voto em matérias estratégicas e admitem a remição mediante deliberação dos acionistas, de forma a garantir a continuidade do exercício coordenado de influência na Balseger e, indiretamente, nas suas participadas”. A CMVM determinou hoje a suspensão das ações da Impresa, aguardando a divulgação de informação relevante ao mercado. O Jornal de Negócios noticiou, esta quinta-feira, que “Italianos devem entrar na dona da SIC até ao final do ano” e afirmou que as “negociações entre a Impresa e a MFE, controlada pela família Berlusconi, estão próximas de uma conclusão” e que as “partes estão agora a negociar detalhes do acordo”. Já hoje a Sábado noticiou que a MFE vai entrar na dona da SIC com uma posição minoritária e que a família Balsemão vai manter, por agora, o controlo. Segundo a publicação, este negócio é visto como um primeiro passo para os italianos controlarem, a prazo, a Impresa. Também hoje, o presidente executivo (CEO) da Impresa reiterou que as portas sempre estiveram abertas para parceiros que tragam valor e que qualquer informação relevante será oportunamente comunicada, numa carta aos trabalhadores a que a Lusa teve acesso. Fonte oficial da Impresa afirma que a carta aos trabalhadores é um momento independente de qualquer facto ou notícia hoje publicada, sendo unicamente um momento de comunicação entre o CEO e colaboradores. Antes da suspensão da negociação, os títulos da Impresa estavam a subir 1,48% para 0,28 euros, com um volume de 323.139 ações transacionadas. Leia Também: CMVM suspende negociação das ações da Impresa



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