AML vai instar Governo a clarificar traçado da Linha

AML vai instar Governo a clarificar traçado da Linha

Por proposta do grupo municipal da IL, com os votos contra do PS e abstenção de Livre e BE, os deputados da AML pedem ao Governo que assegure que “o investimento muitíssimo elevado que esta obra acarreta”, com uma derrapagem de 80% face à previsão inicial, atingindo já o valor de 380 milhões de euros (ME), “permita a circulação em laço, como opção alternativa à previsível má solução da linha circular”. Em causa está o projeto da Linha Circular do Metropolitano de Lisboa, que pretende ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações – Estrela e Santos -, numa extensão de dois quilómetros, bem como criar um anel circular na Linha Verde, implicando com o trajeto na Linha Amarela a partir do Campo Grande. Na apresentação da moção “Pelo Laço da Linha Circular do Metro de Lisboa”, o deputado da IL Pedro Bugarin reforçou que o traçado da Linha Circular tem sido contestado pela população, devido ao transbordo na estação do Campo Grande, cortando assim um acesso direto ao centro de Lisboa por parte dos passageiros vindos das estações do norte, nomeadamente dos municípios de Odivelas e Loures. Defendendo que a linha deve ser “em laço”, assegurando a ligação até Odivelas, o eleito da IL apelou ao Governo PSD/CDS-PP que “esclareça, de uma vez por todas, qual a decisão sobre a Linha Circular”, e salientou que este “é, inequivocamente, um projeto do PS, que “ficou sozinho” na defesa de um traçado circular. “Quando faltam menos de 12 meses para a inauguração da Linha Circular e as contas desta obra atingem já o valor de 380 milhões de euros e 80% de derrapagem face à previsão inicial (…), parece que a solução que permita a circulação em laço está a ser deixada para momento ulterior, o que não se compreende nem se poderá aceitar por contrário ao interesse público”, criticou a IL. Do PS, Carlos Castro frisou que “foi por responsabilidade dos Governos do PS que o Metro mais avançou” e concordou com a transparência no processo decisório sobre a Linha Circular, afirmando que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas (PSD), apoia “um sistema misto”. Américo Vitorino, do PSD, citou declarações de Carlos Moedas a defender a “linha em laço” e saudou a “sintonia total da IL com o entendimento do PSD”. Criticando a opção “profundamente errada” de construir a Linha Circular, a deputada do PCP Sofia Lisboa, defendeu que “a melhor opção é uma linha em laço”, posição também assumida pela eleita do PEV Cláudia Madeira. Também o deputado do BE Rodrigo Machado defendeu o traçado “em laço”, apontando como “caricato” que se tenha investido num projeto “megalomaníaco” quando “em 2019 nem o próprio PS defendeu a Linha Circular”, considerando que “a opção circular transforma o Metrô em carrossel para turistas”. Representando a CML, a vereadora Joana Baptista (independente indicada pelo PSD) afirmou que a Linha Circular “é um dos temas mais nefrálgicos” da mobilidade na cidade, ressalvou que “foi uma opção tomada por PS” e ressaltou que o executivo municipal defende, desde 2021, sob a presidência de Carlos Moedas, o traçado “em laço”. Com os votos contra de PSD e CDS-PP, a AML aprovou ainda uma recomendação do PS sobre o prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano até a Alcântara, sugerindo que a Câmara dirija ao Governo “uma posição institucional” a exigir o financiamento da obra, após perda de verbas europeias do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como o cumprimento do calendário de execução projeto. para a requalificação e parada de trens na estação ferroviária de Marvila, e ambas foram enviadas para apreciação da 5ª Comissão Permanente da AML de Mobilidade e Transportes, após proposta do PSD.

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