Apoios após incêndios? “Vamos ser muito rápidos” (eis o que

O Governo promete que os apoios para os prejuízos causados pelos incêndios vão ser rápidos, pagos em 10 dias, mas será necessário preencher um formulário. O Conselho de Ministros reúne-se esta quinta-feira para aprovar as medidas de apoio às populações afetadas. “O que nós combinamos com os senhores presidentes de Câmara é, na próxima semana, – vamos agora aprovar a legislação – ficam disponíveis os formulários para as pessoas fazerem as suas candidaturas, apresentam-nas na Câmara Municipal, que encaminha para a CCDR e a CCDR avalia e paga em 10 dias ou menos. Pelo menos, os primeiros milhares de pedidos que vão aparecer”, afirmou o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em declarações aos jornalistas, durante uma visita a Sernancelhe, no distrito de Viseu, um concelho também afetado pelos incêndios florestais. O governante deixou ainda uma garantia: “Vamos ser muito rápidos porque essa é a principal missão. Há problemas com animais e com a subsistência dos animais e de pessoas, vamos tratar disso rapidamente”. Castro Almeida deu conta de que só na região Norte conta que sejam apresentados “cerca de cinco mil pedidos de apoio de pequenos agricultores”. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, convocou um Conselho de Ministros extraordinário para esta quinta-feira com o objetivo de aprovar medidas de apoio às populações afetadas pelos incêndios florestais. Vai realizar-se às 17h00 em Viseu. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, convocou um Conselho de Ministros extraordinário para aprovar medidas de apoio às populações afetadas pelos incêndios florestais. A reunião do Executivo vai decorrer durante a tarde em Viseu, um dos distritos atingidos pelos incêndios nas últimas semanas. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 07:59 – 21/08/2025 Situação de calamidade não está excluída A situação de calamidade é uma possibilidade que o Governo não exclui, mas tem de ser muito bem ponderada, disse hoje o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Após uma reunião com 27 autarcas do Centro e Norte do país atingidos pelos incêndios, o ministro disse que há vantagens e desvantagens na declaração de situação de calamidade. “É um assunto que não é pacífico e que tem de ser ponderado. A situação de calamidade tem vantagens, mas também muitas desvantagens. Há municÍpios que podiam ter benefícios, mas há outros que não”, disse, no final da reunião. O ministro Adjunto e da Coesão Territorial esteve, esta quinta-feira, reunido com várias autarcas dos municípios que foram e estão a ser afetados pelos incêndios florestais. Destacou que “a declaração de calamidade tem vantagens, (mas) tem também muitas desvantagens”. Maria Gouveia | 13:00 – 21/08/2025 Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, que já provocaram três mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal. (Notícia atualizada às 13h34) Leia Também: Incêndios: Sabugal avança com pedido de situação de calamidade



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